O Afeganistão acusou nesta terça-feira, 17, o Paquistão de provocar quase 400 mortes em um bombardeio contra um centro médico para dependentes químicos em Cabul. Autoridades paquistanesas afirmam que atingiram "alvos militares e terroristas" durante a noite desta segunda-feira, 16.
Os dois países estão em conflito há meses. O Paquistão afirma que o país vizinho abrigou combatentes do movimento dos talibãs paquistaneses (TTP), que foram atentados mortais em seu território. As autoridades afegãs negaram a acusação.
"O balanço não é definitivo; as operações de busca continuam, mas temos quase 400 mortos e mais de 200 feridos", declarou o porta-voz do Ministério da Saúde afegão, Sharafat Zaman.
O vice-porta-voz do governo, Hamdullah Fitrat, também relatou o balanço de 400 mortos.
Dejan Panic, diretor no Afeganistão do hospital da ONG italiana Emergency, onde alguns feridos estão sendo tratados, teme que o número de vítimas aumenta porque o centro atende "muitos pacientes" que sofrem de dependência.
O porta-voz do Ministério do Interior, Abdul Mateen Qani, afirmou que "é impossível identificar alguns corpos" e prevê funerais nacionais coletivos para as vítimas.

