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Carrefour tem vendas abaixo do esperado no 1º tri com desaceleração do mercado brasileiro

Reuters
Carrefour tem vendas abaixo do esperado no 1º tri com desaceleração do mercado brasileiro
Carrefour tem vendas abaixo do esperado no 1º tri com desaceleração do mercado brasileiro

Por Helen Reid

22 Abr (Reuters) - A rede de supermercados Carrefour divulgou nesta quarta-feira vendas abaixo do esperado para o primeiro trimestre, devido à retração de seus negócios no Brasil, enquanto o diretor financeiro da varejista afirmou que os consumidores na França, seu maior mercado, têm se mostrado resilientes até o momento ao impacto da guerra com o Irã.

As vendas no Brasil caíram devido às taxas de juros muito altas que afetaram o poder de compra dos consumidores, enquanto as vendas comparáveis na França cresceram 1,4%, uma melhora em relação ao final do ano passado.

"No Brasil, em um contexto macroeconômico marcado por volumes de alimentos consistentemente negativos, o grupo apresentou um desempenho resiliente", afirmou o diretor financeiro Matthieu Malige.

A receita do primeiro trimestre para o grupo como um todo foi de 21,1 bilhões de euros, inferior aos 21,8 bilhões esperados pelos analistas, segundo consenso compilado pela Visible Alpha.

O forte crescimento na Espanha, onde as vendas aumentaram 3,1%, ajudou a compensar em parte o desempenho negativo no Brasil, que registrou queda de 0,8%, ficando abaixo da expectativa dos analistas de crescimento de 0,6%.

CUSTOS MAIS ALTOS

O Carrefour, que viu suas margens de lucro diminuírem para 2,6% no ano passado, ante 3,1% em 2021, agora enfrenta custos mais altos em todos os seus mercados, já que a guerra com o Irã elevou acentuadamente os preços da energia, um choque que pode se refletir em preços mais altos dos alimentos.

Malige minimizou o impacto do conflito, afirmando que espera que a inflação dos alimentos na França permaneça baixa este ano e que a varejista não observou nenhuma mudança no comportamento dos consumidores em março, o primeiro mês da guerra.

O Carrefour opera no Oriente Médio por meio de sua parceira de franquia Majid Al Futtaim, e Malige afirmou que todas as suas lojas na região estão abertas e que não há problemas de abastecimento ou estoque no momento.

A segunda maior rede de supermercados da França afirmou ter inaugurado 88 novas lojas de conveniência no país no primeiro trimestre, o que a ajudou a recuperar participação de mercado após perder clientes para a concorrente E. Leclerc, que oferece preços mais baixos.

As ações da empresa de 12 bilhões de euros subiram 18% desde o início do ano, à medida que os investidores acolheram bem o plano do presidente-executivo Alexandre Bompard de se concentrar nos principais mercados, França, Espanha e Brasil, e aumentaram a esperança de que a varejista possa se tornar mais competitiva.

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