15 Ago (Reuters) - O Catar negou neste sábado que estivesse detendo pilotos iranianos, afirmando que eles violaram o espaço aéreo catariano em março e não responderam às tentativas de contato.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar disse no X que as equipes de busca e resgate encontraram posteriormente os restos mortais de um dos pilotos e que entraram em contato com o Irã para coordenar a entrega.
O porta-voz afirmou que Teerã ainda não respondeu ao convite para analisar detalhes de suas operações.
A declaração surgiu depois que a agência de notícias estatal iraniana IRNA citou uma autoridade de alto escalão militar dizendo que três pilotos iranianos foram capturados vivos pelas forças do Catar após ejetarem de caças durante uma missão de combate contra uma base militar no Catar.
A autoridade pediu ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha que acompanhasse o caso.
A agência de notícias IRNA informou que a missão ocorreu durante a resposta do Irã aos ataques dos EUA e de Israel, iniciados em 28 de fevereiro, os quais, segundo Teerã, foram lançados em parte de bases em países árabes do Golfo Pérsico. O Catar afirmou ter tomado medidas para defender seu território após os pilotos entrarem em seu espaço aéreo e não responderem às tentativas de comunicação.
Os ataques conjuntos entre EUA e Israel contra o Irã em fevereiro desencadearam uma guerra regional mais ampla, com Teerã atacando alvos em Israel e instalações militares americanas no Golfo.
(Reportagem de Enas Alashray no Cairo)



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