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Chefe de Segurança do Irã faz ameaça a Trump: "Cuidado para não ser eliminado"

Chefe de Segurança do Irã faz ameaça a Trump: "Cuidado para não ser eliminado"
Foto: Reprodução

O chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, um dos mais altos cargos do país, emitiu nesta terça-feira (10) uma ameaça direta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em publicação na rede social X, Larijani afirmou não temer as declarações do norte-americano e alertou: "Cuidado para não ser eliminado". O posicionamento ocorre no 11º dia de conflito entre Washington e Teerã, sem sinais de trégua.

"O povo de Ashura, no Irã, não teme suas ameaças vazias. Nem mesmo aqueles maiores que você conseguiram eliminar a nação iraniana", escreveu Larijani, referindo-se à população xiita do país. Ele destacou ainda que Trump deveria tomar cuidado: "Cuidado para não ser eliminado!", reforçando a postura firme do Irã diante das tensões internacionais.

O recado do chefe iraniano responde à ameaça feita por Trump na segunda-feira (9), quando o presidente norte-americano afirmou que poderia lançar uma ofensiva "20 vezes mais forte" caso Teerã bloqueasse o Estreito de Ormuz, impactando o fornecimento mundial de petróleo. A escalada evidencia a disposição do Irã em manter o confronto com os Estados Unidos e Israel.

O governo israelense também se pronunciou sobre o conflito. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que "ainda não terminamos", referindo-se às operações militares contra o Irã. "Nossa aspiração é que o povo iraniano se liberte do jugo da tirania; em última instância, isso depende deles. Mas não há dúvida de que, com as medidas tomadas até agora, estamos quebrando seus ossos e ainda não terminamos", completou o premiê.

A tensão crescente evidencia o risco de ampliação do conflito na região do Oriente Médio, com ambos os lados mantendo retórica firme e sem sinais claros de negociação. Analistas internacionais destacam que a situação pode afetar diretamente o comércio global de energia, especialmente o fornecimento de petróleo, enquanto a diplomacia permanece limitada diante das declarações de força de Washington, Teerã e Tel Aviv.

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