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China diz que retomará parte dos laços com Taiwan após visita da oposição

Estadão

A China afirmou neste domingo que retomará parte dos vínculos suspensos com Taiwan, incluindo voos diretos e a importação de produtos aquícolas, após a visita da líder da oposição da ilha, Cheng Li-wun, vista como próximo a Pequim.

O Escritório de Assuntos de Taiwan, ligado ao Partido Comunista Chinês, informou que vai explorar a criação de um mecanismo permanente de comunicação com o Kuomintang, partido de oposição taiwanês, além de facilitar a entrada de produtos do setor que haviam sido barrados.

Cheng e o presidente chinês, Xi Jinping, se reuniram na sexta-feira e defenderam a paz, sem detalhar medidas. Pequim considera Taiwan parte de seu território e não descarta o uso da força para anexação.

O Conselho de Assuntos Continentais de Taiwan criticou o anúncio, afirmando que as medidas são "transações políticas" que contornam o governo da ilha. Segundo o órgão, temas que envolvam poder público devem ser negociados diretamente entre os governos, em bases "iguais e dignas".

As relações entre China e Taiwan, separadas desde 1949, se deterioraram após a eleição da ex-presidente Tsai Ing-wen, pró-independência, em 2016. Desde então, Pequim suspendeu grande parte do diálogo oficial e intensificou a pressão militar sobre a ilha.

A China também afirmou que pretende retomar voos diretos para cidades como Xi'an e Urumqi, embora não esteja claro como isso ocorrerá sem aval de Taiwan. Desde 2019, chineses estão proibidos de viagens individuais à ilha. Pequim ainda citou planos para uma ponte ligando o continente às ilhas taiwanesas de Matsu e Kinmen, além de flexibilizar restrições comerciais iniciadas em 2021, que atingiram produtos como abacaxi, garoupa, lula e atum.

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