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China promove general ao Politburo e busca fortalecer disciplina interna do Partido Comunista

Estadão

Os principais líderes da China promoveram, nesta quinta-feira, 29, o único general remanescente na comissão responsável por supervisionar as Forças Armadas do país ao Politburo, principal órgão de direção do Partido Comunista Chinês (PCCh).

Os dirigentes também aprovaram uma resolução para fortalecer a governança interna, a disciplina e o combate à corrupção no partido, em meio aos esforços para ampliar seu controle sobre o poder.

Durante uma reunião a portas fechadas de quatro dias, os principais dirigentes do Partido Comunista debateram e aprovaram resoluções que orientarão a legenda nos próximos anos. O encontro ocorre cerca de um ano antes da expectativa generalizada de que o presidente Xi Jinping assegure seu quarto mandato de cinco anos como líder do partido.

O partido elegeu o general Zhang Shengmin, atual vice-presidente da Comissão Militar Central, para o Politburo. Xi havia anteriormente afastado dois dos principais generais da China, deixando Zhang como o único integrante da comissão além do próprio presidente. As destituições também haviam deixado o Politburo sem representantes do Exército de Libertação Popular (ELP), até a promoção de Zhang.

Zhang também ocupa um cargo de supervisão da disciplina interna das Forças Armadas, atuando como secretário-adjunto da Comissão de Inspeção Disciplinar da Comissão Militar Central.

Em um resumo da resolução, o partido afirmou que os desafios enfrentados pela organização são "cada vez mais árduos", incluindo a necessidade de "unir e liderar o povo para salvaguardar a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento".

O documento destacou a necessidade de intensificar a governança interna, o que envolve erradicar a corrupção e preservar a pureza ideológica.

O partido deve, "com o objetivo de fortalecer sua capacidade de governança de longo prazo, preservar seu caráter progressista e sua pureza, bem como seus laços estreitos e indissociáveis com o povo", segundo um resumo da resolução divulgado pela agência estatal de notícias Xinhua .

Xi defende o combate à corrupção desde que chegou ao poder, em 2012, e mantém uma ofensiva contra autoridades há mais de uma década. Analistas afirmam, porém, que o foco agora também inclui funcionários públicos com desempenho insatisfatório.

"A ofensiva anticorrupção não deve mais ser tratada como uma campanha. Ela veio para ficar", afirmou Mingda Qiu, analista sênior do Eurasia Group.

Segundo Qiu, a mensagem transmitida pelo anúncio desta quinta-feira mostra que Xi considera a corrupção e as violações disciplinares "desafios existenciais" para o partido. Por isso, acrescentou, novos mecanismos para enfrentar esses problemas deverão ser criados.

Os integrantes do partido também revisaram os afastamentos anteriores de membros da cúpula e de autoridades militares, confirmando as mudanças nos quadros dirigentes.

A reunião plenária revelou expurgos mais amplos do que o esperado, segundo análise de Neil Thomas, pesquisador sênior do Asia Society Policy Institute especializado em política chinesa. Ele calculou uma taxa de comparecimento de 74%, a menor desde a época do ex-líder Mao Tsé-Tung, que promovia expurgos políticos regularmente. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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