LONDRES, 2 Set (Reuters) - A Premier League bateu seu recorde de gastos no mercado de transferências de verão pela segunda temporada consecutiva, com os gastos dos clubes da divisão de elite da Inglaterra chegando a cerca de 3,46 bilhões de libras (4,67 bilhões de dólares).
A onda de gastos continuou até as últimas horas da janela de transferências na terça-feira.
O Manchester City fechou sua ofensiva ao contratar o meio-campista argentino Enzo Fernández, do Chelsea, por 125 milhões de libras — valor que, segundo relatos, iguala o recorde britânico — na terça-feira. O clube também contratou o ponta senegalês Iliman Ndiaye, do Everton, por 65 milhões de libras, segundo reportagens.
No verão passado do hemisfério norte, os gastos combinados dos 20 clubes da liga ultrapassaram a barreira de 3 bilhões de libras pela primeira vez. Há cinco anos, o total era de 1,13 bilhão de libras.
Além de Fernández, outras três transferências ultrapassaram a marca de 100 milhões de libras durante a janela de transferências.
O City contratou o meio-campista Elliot Anderson, do Nottingham Forest, por 116 milhões de libras; Morgan Rogers trocou o Aston Villa pelo Chelsea por 117 milhões de libras; e o Liverpool concordou em pagar inicialmente 107 milhões de libras ao Paris Saint-Germain pelo atacante francês Bradley Barcola, com a negociação podendo chegar a 123 milhões de libras.
O Tottenham Hotspur também bateu seu recorde de transferência ao contratar Sandro Tonali, do Newcastle United, em uma transação que pode chegar a 100 milhões de libras.
Das 11 contratações mais caras da história da Premier League, quatro — Fernández, Anderson, Rogers e Barcola — chegaram neste verão.
O Aston Villa também anunciou sua 11ª contratação da janela com a aquisição, por 47 milhões de libras, do ponta senegalês Ibrahim Mbaye, do PSG, enquanto o Newcastle pagou 51,4 milhões de libras para trazer o atacante Matias Fernández-Pardo, do Lille.
A tendência dos clubes de contratarem jogadores de rivais da primeira divisão inglesa continua em alta, com cerca de 38% das negociações realizadas entre clubes da Premier League — um aumento em relação aos 30% do verão passado.
O City liderou com gastos de 458 milhões de libras, enquanto o novo técnico Enzo Maresca monta seu elenco; já o Chelsea também gastou pesadamente, desembolsando 349 milhões de libras para apoiar o novo técnico Xabi Alonso.
O Tottenham gastou 303 milhões de libras em sua reconstrução após duas temporadas consecutivas em risco de rebaixamento.
De acordo com o site Transfermarkt, o trio de recém-promovidos — Ipswich, Coventry City e Hull City — gastou, no total, mais de 400 milhões de libras para se preparar para a vida na primeira divisão.
(Por Martyn Herman, com reportagem adicional de Pearl Josephine Nazare)



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