Três veículos de comunicação reforçaram sua ação judicial contra a Casa Branca em relação ao acesso da imprensa, afirmando que o governo continua desrespeitando as ordens de um juiz ao se recusar a permitir que seus jornalistas voltem a cobrir o presidente dos Estados Unidos Donald Trump no Salão Oval e a bordo do Air Force One. A postura violaria seus direitos à liberdade de expressão ao continuar excluindo-os do grupo rotativo de jornalistas que acompanham o presidente, conhecido como "press pool", argumentam.
CNN , MSNOW e Politico afirmaram na quarta-feira, 28, que o presidente está agindo de forma retaliatória por causa de reportagens que o desagrada, o que viola as decisões anteriores do juiz federal Timothy Kelly, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos, que determinaram que o governo permitisse o retorno pleno dos jornalistas desses veículos ao grupo de profissionais que cobrem o presidente.
Mesmo após essas decisões, a Casa Branca continuava impedindo os jornalistas desses veículos de cobrir Trump "nos próprios locais em que o presidente mais frequentemente interage com a imprensa", afirmou Theodore J. Boutrous Jr., advogado dos veículos, em um comunicado.
A petição mais recente pede que a Justiça torne permanentes as decisões anteriores.
A questão central é se o presidente, ou qualquer outra pessoa, podem punir veículos de comunicação pelo conteúdo de suas reportagens. As organizações jornalísticas argumentam que essa prática constitui "discriminação por ponto de vista", proibida pelas garantias de liberdade de expressão previstas na Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.
Trump insiste que não é obrigado a permitir a entrada, nas dependências da Casa Branca, no Air Force One ou em outras áreas, de veículos de comunicação cujas reportagens o desagradam. Até a manhã desta quinta-feira, 29, a Casa Branca ainda não havia respondido à versão revisada da ação judicial.
"Todas as organizações jornalísticas agora correm o risco de sofrer punições semelhantes por uma cobertura que o presidente considere insuficientemente favorável", escreveram os veículos na petição, "e o público fica privado de informações atuais e completas sobre seu governo".
*Com tradução: de Gláucia Campos, especial para a Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).
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