Início Mundo Companhias aéreas do Golfo retomam alguns voos, mas disparos de mísseis alimentam incertezas
Mundo

Companhias aéreas do Golfo retomam alguns voos, mas disparos de mísseis alimentam incertezas

Companhias aéreas do Golfo retomam alguns voos, mas disparos de mísseis alimentam incertezas
Companhias aéreas do Golfo retomam alguns voos, mas disparos de mísseis alimentam incertezas

Por Julie Zhu e Federico Maccioni

HONG KONG/DUBAI, 6 Mar (Reuters) - Companhias aéreas dos Emirados Árabes Unidos retomaram alguns voos para importantes cidades do mundo a partir dos Emirados Árabes Unidos na sexta-feira, mas as tensões permaneciam altas depois que um voo de repatriação da Air France, fretado pelo governo, foi forçado a voltar na quinta-feira devido a disparos de mísseis na região.

A eclosão da guerra entre EUA e Israel contra o Irã provocou cancelamento de voos em todo Oriente Médio, levando companhias aéreas e governos a se esforçarem para apoiar passageiros retidos. Enquanto isso, as ações das companhias aéreas, da Nova Zelândia ao Japão, caíam à medida que o conflito eleva os preços dos combustíveis.

Os passageiros têm desembolsado grandes somas para sair do Oriente Médio, e alguns que conseguiram voltar de Omã em voo comercial na quinta-feira disseram que foi um "caos absoluto" encontrar o caminho de volta para casa a partir de Dubai.

Com a maior parte do espaço aéreo da região ainda fechado devido a preocupações com mísseis e drones, as autoridades estão organizando voos fretados e garantindo assentos em serviços comerciais limitados para retirar dezenas de milhares de viajantes.

Mas a interrupção do voo da Air France para trazer os cidadãos franceses de volta dos Emirados Árabes Unidos na quinta-feira "reflete a instabilidade na região e a complexidade das operações de repatriação", disse o ministro dos Transportes da França, Philippe Tabarot.

O primeiro voo britânico de repatriação de Omã aterrissou no aeroporto Stansted, em Londres, na madrugada de sexta-feira, depois de ter sido reprogramado devido a problemas operacionais, incluindo atrasos no embarque de passageiros.

Na Polônia, o primeiro grupo de cidadãos retirados por transporte aéreo militar também chegou em casa na sexta-feira, informou o comando operacional das Forças Armadas Polonesas, enquanto o Ministério das Relações Exteriores de Portugal disse que um voo fretado transportando 139 cidadãos portugueses e oito estrangeiros deveria pousar em Lisboa.

TRÁFEGO AÉREO "EXPOSTO"

Com o conflito dando poucos sinais de abrandamento, dificuldades mais amplas na aviação e na carga aérea pareciam destinadas a se prolongar.

Na sexta-feira, a Lufthansa sinalizou uma perspectiva incerta devido à geopolítica, apesar dos resultados melhores do que o esperado. "A guerra no Oriente Médio prova, mais uma vez, como o tráfego aéreo está exposto e como permanece vulnerável", disse seu presidente-executivo, Carsten Spohr.

Um dos voos da companhia aérea para Riad, capital da Arábia Saudita, foi forçado na sexta-feira a desviar para o Cairo, no Egito, devido à situação de segurança regional.

As operações limitadas nos hubs do Oriente Médio afetaram particularmente os viajantes em rotas da Europa para a região da Ásia-Pacífico.

Juntas, Emirates, Catar Airways e Etihad normalmente transportam cerca de um terço dos passageiros da Europa para a Ásia e mais da metade de todos os passageiros da Europa para Austrália, Nova Zelândia e ilhas próximas do Pacífico, de acordo com dados da Cirium.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?