SÃO PAULO, 14 Abr (Reuters) - A safra de soja do Brasil 2025/26 foi prevista em recorde de 179,15 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira, com um aumento de 1,3 milhão de toneladas na comparação com a projeção anterior, considerando um ajuste nas produtividades.
A projeção indica um crescimento anual de 4,5% na produção da oleaginosa do país, maior produtor e exportador global.
A redução das precipitações em março garantiu melhores condições de campo para que a colheita pudesse evoluir, chegando a 85,7% da área, observou a Conab.
Com a colheita se aproximando do final, a Conab apontou que a produtividade média nacional deverá ser a melhor já registrada, a 3.696 quilos por hectare, alta de 0,7% ante a projeção do mês passado e um avanço anual de 2%.
"Diante do elevado volume projetado para a safra e das perspectivas de exportações aquecidas em 2026, a estimativa de embarques também foi ajustada para cima, com aumento de 1,01 milhão de toneladas, alcançando o recorde de 115,4 milhões de toneladas", afirmou a estatal.
Se esta expectativa for confirmada, as exportações cresceriam cerca de 6,5% em relação ao ano passado.
Por outro lado, a estimativa de esmagamento sofreu um ajuste negativo de 359 mil toneladas, "principalmente em virtude do adiamento do aumento da mistura de biodiesel ao diesel no primeiro trimestre".
"Como ainda não há uma definição sobre quando esse aumento ocorrerá, o volume esmagado pode passar por novas revisões", ponderou a Conab.
O processamento de soja no Brasil está agora estimado em 60,52 milhões de toneladas, aumento de mais de 2,5 milhões de toneladas na comparação anual.
Em relatório mensal, a estatal elevou também a previsão da safra total de milho do país para 139,57 milhões de toneladas, versus 138,27 milhões esperados anteriormente, com ajuste para cima principalmente na projeção da segunda safra, estimada agora em cerca de 109 milhões de toneladas.
Mesmo assim, a produção total ainda ficaria abaixo do recorde de 141,16 milhões de toneladas vistas no ciclo anterior.
A Conab não alterou a projeção de exportação de milho do Brasil, estimada em 46,5 milhões de toneladas, ante 41,6 milhões no ciclo passado.
A estatal ainda elevou em 1,3% a previsão da safra de algodão para 3,8 milhões de toneladas (pluma), representando uma baixa anual de 5,8%. A exportação do produto do país, maior exportador mundial, foi mantida em 3,2 milhões de toneladas.
(Por Letícia Fucuchima e Roberto Samora; edição de Isabel Versiani)



