A Assembleia Legislativa da Bolívia aprovou na madrugada desta quinta-feira, 17, a prorrogação por 90 dias do estado de exceção, a pedido do presidente Rodrigo Paz, em meio ao aumento do descontentamento social e ao temor de novos conflitos.
Na sessão, iniciada na quarta-feira à tarde, os ministros da Defesa, Ernesto Justiniano, e do Governo, Marco Antonio Oviedo, defenderam a extensão da medida até a segunda semana de dezembro. Eles citaram como referência as manifestações que duraram mais de 50 dias, entre maio e junho, e que, segundo o governo, sufocaram principalmente La Paz e a vizinha El Alto.
Em junho, durante aqueles protestos, Paz decretou um estado de exceção por 90 dias que proibiu bloqueios de ruas e estradas e autorizou que as Forças Armadas apoiassem temporariamente a polícia para "recuperar a ordem, liberar as vias e proteger a população".
Ao falar ao plenário, Oviedo alertou para uma possível retomada articulada de bloqueios, marchas, paralisações e concentrações, com risco de afetar setores considerados estratégicos, como combustíveis, alimentos, medicamentos, oxigênio e infraestrutura crítica.
Apesar do estado de exceção, os protestos continuaram. No centro do país, produtores de coca e camponeses realizaram marchas recentes, enquanto professores e idosos protestaram cobrando uma solução rápida para a crise econômica.
O setor empresarial pressionava pela prorrogação e chegou a defender a aprovação de uma lei contra o bloqueio de rodovias. Em Santa Cruz, região apontada como motor econômico do país, a assembleia legislativa local aprovou uma norma contra bloqueios em sua jurisdição.
Além da preocupação com protestos, o governo também destaca a violência criminal em rotas do tráfico de drogas perto da fronteira com o Brasil. Recentemente, após o registro de quatro assassinatos em pouco mais de 24 horas, o governo ordenou a militarização de uma área próxima à fronteira.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast (sistema de noticias em tempo real do Grupo Estado).
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