Por Nick Said
HOUSTON, 17 Jun (Reuters) - As duas chances perdidas pelo atacante português Cristiano Ronaldo no segundo tempo contra a República Democrática do Congo, aliadas a uma atuação no geral discreta, pouco contribuíram para dissuadir aqueles que acreditam que ele ficou para trás e não é mais a pessoa certa para levar seu país ao sucesso na Copa do Mundo.
Portugal ficou no empate em 1 x 1 pelo Grupo K contra a seleção congolesa, que participa de sua primeira Copa do Mundo em 52 anos.
Ronaldo, de 41 anos, disputa o seu sexto Mundial — um recorde que divide com o argentino Lionel Messi — e teve duas chances de decidir a partida, mas ambas foram para fora, mesmo estando perto do gol.
A frustração do capitão Bruno Fernandes, que estava posicionado atrás de Ronaldo na primeira dessas oportunidades, foi evidente e prolongada.
Ronaldo teve o menor número de toques na bola (25) entre todos os jogadores de Portugal que atuaram por mais de 45 minutos.
O técnico da seleção portuguesa, Roberto Martínez, não estava disposto a falar especificamente sobre o desempenho de Ronaldo na entrevista coletiva pós-jogo, sugerindo que o atacante não recebeu o apoio de que precisava.
“Temos que utilizar todos os jogadores em campo. O atacante principal (Ronaldo) precisa estar perto da pequena área e precisamos levar a bola (até ele)", afirmou.
Questionado se pensou em substituir Ronaldo, Martínez disse que a experiência do atacante era fundamental.
“Não faz sentido tirar o melhor artilheiro do futebol mundial em uma partida em que você precisa de gols”, afirmou.
“Para nós, em momentos como este, a experiência de Cristiano na área é importante. A maneira como ele atrai os defensores é importante, a maneira como podemos usar o espaço é importante."
“E cada jogador tem uma responsabilidade ou uma qualidade específica em campo. E, claramente, quando se busca gols, é preciso contar com o Cristiano.”
O debate sobre se Ronaldo deve ser escalado como titular, sair do banco de reservas ou nem entrar em campo não é novo.
Seu incrível currículo de 143 gols em 229 partidas pela seleção – ambos recordes no futebol internacional masculino – o coloca entre os grandes nomes do futebol.
Mas Portugal não carece de talento no setor ofensivo.
Sua próxima partida será contra o Uzbequistão, em Houston, na terça-feira, antes do confronto contra a Colômbia, na última partida do Grupo K, em Miami, em 27 de junho.
(Reportagem de Nick Said)




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