Uma vitória democrata nas Eleições de Meio de Mandato pode reabrir a possibilidade de um terceiro impeachment de Donald Trump. O próprio presidente admitiu o risco em janeiro, diante de parlamentares republicanos: “Temos que ganhar as Midterms, porque, se não ganharmos, eles vão encontrar um jeito de fazer um impeachment. Eu vou sofrer um impeachment.”
Nos EUA, impeachment não significa perda do cargo. A Câmara aprova o processo por maioria simples, mas a remoção exige condenação por dois terços do Senado. Nas duas vezes em que foi alvo, Trump foi absolvido.
Por isso, segundo Hans Noel, professor da Universidade de Georgetown, a oposição precisa vencer nas duas casas. “Para isso, é preciso ter a maioria na Câmara e a supermaioria do Senado, então as duas casas importam”, afirma.
Em novembro, estão em jogo as 435 cadeiras da Câmara e um terço do Senado. A história pesa contra o partido do presidente: em 20 das últimas 22 Midterms, ele perdeu vagas na Câmara. A aprovação de Trump chegou a 32% em outubro, segundo a Reuters/Ipsos, mas os democratas enfrentam a fragmentação do partido.
Quanto maior a bancada da oposição, menor a governabilidade de Trump. O cenário tende a lembrar a segunda metade do primeiro mandato, quando os democratas travaram projetos e abriram investigações que resultaram nos impeachments.
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