Dois militares americanos estão desaparecidos no sudoeste do Marrocos, após participarem de exercícios militares multinacionais anuais no país africano, segundo informações divulgadas pelo Comando dos Estados Unidos para a África (AFRICOM) neste domingo, 3.
EUA, Marrocos e outros países do exercício militar chamado de African Lion iniciaram uma operação de busca e resgate, segundo o AFRICOM. "O incidente permanece sob investigação e as buscas continuam", afirmou o comando militar em comunicado.
O incidente ocorreu no sábado, 2, por volta das 21h (17h, no horário de Brasília), próximo à área de treinamento de Cap Draa, perto de Tan Tan, no Oceano Atlântico, segundo informações do Exército marroquino. O terreno é montanhoso, com trechos de deserto e planícies semidesérticas.
O exercício militar teve início em abril e abrange quatro países: Marrocos, Tunísia, Gana e Senegal. O término está previsto para o início de maio.
O comando não informou a qual unidade ou ramo das forças armadas pertencem os militares desaparecidos.
O exercício começou na Tunísia com membros da ativa de diferentes ramos das Forças Armadas dos EUA, incluindo a Guarda Nacional, a Reserva do Exército, a Força Aérea e o Corpo de Fuzileiros Navais.
No total, mais de 7 mil militares de mais de 30 nações participam nos quatro países anfitriões.
O African Lion, que acontece desde 2004, é o maior exercício militar conjunto anual dos EUA no continente africano e geralmente conta com a presença de oficiais de alta patente dos EUA e de seus principais aliados africanos.
Autoridades militares americanas afirmaram que o exercício multinacional anual serve como uma oportunidade para fortalecer a cooperação regional em segurança e aprimorar a prontidão das forças participantes para crises globais.
Em 2012, dois fuzileiros navais dos EUA morreram e outros dois ficaram feridos em um acidente de helicóptero na cidade de Agadir, no sul do Marrocos, enquanto participavam do exercício.
O Marrocos é um importante aliado dos Estados Unidos em uma região conturbada. Desde 2020, militares desiludidos com o desempenho dos países no combate à violência derrubaram governos democraticamente eleitos no Mali, Burkina Faso e Níger e começaram a se distanciar das potências ocidentais.



