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Dólar cai após Flávio ampliar ligeiramente vantagem numérica sobre Lula em nova pesquisa

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Dólar cai após Flávio ampliar ligeiramente vantagem numérica sobre Lula em nova pesquisa
Dólar cai após Flávio ampliar ligeiramente vantagem numérica sobre Lula em nova pesquisa

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 17 Set (Reuters) - O dólar iniciou a quinta-feira em baixa no Brasil, após nova pesquisa eleitoral mostrar leve ampliação da vantagem numérica do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Planalto, ainda que siga o empate técnico.

O mercado reage ainda à decisão da véspera do Banco Central, que cortou juros no início da noite, e ao exterior, onde o petróleo voltou a ceder.

Às 9h47, o dólar à vista cedia 0,33%, a R$5,1347 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para outubro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha baixa de 0,31%, aos R$5,1505.

A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou Flávio com 47,2% das intenções de voto no segundo turno, contra 46,8% de Lula. Como a margem de erro é de 1 ponto percentual, os dois seguem tecnicamente empatados, mas Flávio ampliou ligeiramente sua vantagem numérica. No levantamento anterior, o senador tinha 46,4% e Lula somava 46,2%.

Nas últimas semanas, o fortalecimento da candidatura de Flávio tem favorecido o chamado “trade eleitoral”, que se traduz na alta do Ibovespa e na queda do dólar e das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros).

Isso porque Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação.

Na noite de quarta-feira, o Banco Central cortou em 25 pontos-base a taxa básica Selic, para 13,75% ao ano, deixando em aberto o próximo passo na política monetária. A decisão foi anunciada à noite, com os mercados fechados e já após o Federal Reserve ter elevado em 25 pontos-base a taxa norte-americana, para a faixa de 3,75% a 4,00%.

O estreitamento do diferencial de juros -- com o BC cortando a Selic no Brasil e o Fed elevando a taxa nos EUA -- é um fator altista para o dólar, mas profissionais ouvidos pela Reuters nas últimas semanas têm destacado a importância do “trade eleitoral” para a baixa das cotações. O estreitamento também já estava precificado pelos mercados, com ambas as decisões de juros tendo vindo em linha com o esperado.

Ainda nesta quinta-feira o Datafolha divulga sua nova pesquisa eleitoral.

No exterior, o petróleo Brent voltou a ceder nesta manhã, mas ainda permanece em níveis elevados, na faixa dos US$101 o barril. O dólar também cedia ante algumas divisas pares do real, como o rand sul-africano e o peso mexicano.

Às 9h43, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- caía 0,14%, a 100,120.

Às 11h30, o Banco Central realiza seu leilão regular de rolagem, com oferta de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para 1º de outubro.

O dólar à vista encerrou a sessão de quarta-feira com baixa de 0,05%, aos R$5,1519.

(Edição de Isabel Versiani)

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