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Drone afunda navio na costa da Bulgária em meio a temores sobre ataques híbridos da Rússia

Reuters

Por Alex Lefkowitz

SOFIA, 6 Out (Reuters) - A tripulação de um navio mercante estava desaparecida nesta terça-feira após o navio ter afundado no Mar Negro, na costa da Bulgária — país membro da Otan — em consequência de um ataque com drones que o primeiro-ministro Rumen Radev descreveu como uma grave violação do direito internacional.

Não ficou claro imediatamente quem realizou o ataque com drones aéreos e marítimos a cerca de 112 km da cidade costeira de Byala, no leste da Bulgária, mas há preocupações crescentes com ataques híbridos da Rússia, enquanto o país trava uma guerra na Ucrânia.

Fontes do setor de navegação afirmaram que este parece ter sido o primeiro ataque desse tipo nas águas da zona econômica exclusiva da Bulgária.

O primeiro-ministro da Bulgária, Rumen Radev, disse que não estava claro se os drones vieram da Rússia ou da Ucrânia, informou a agência de notícias BTA. A Bulgária não faz fronteira com nenhum dos dois países, mas ocupa uma posição estratégica no Mar Negro, onde tanto a Ucrânia quanto a Rússia possuem portos importantes.

Dois navios foram atingidos no ataque, disse Radev em uma declaração televisionada. A tripulação de um deles, que transportava grãos, foi resgatada, com dois feridos. O outro, que afundou, era um navio com bandeira do Togo cuja carga não foi divulgada. Não está claro quantas pessoas estavam a bordo.

O incidente ocorreu a cerca de 260 km da costa ucraniana.

Foi iniciada uma operação de busca pela tripulação desaparecida e por quaisquer sinais de ameaça ambiental.

Uma fonte de segurança marítima afirmou que as avaliações iniciais do ataque sugerem que provavelmente se tratou de um ataque russo.

Radev não disse quem estava por trás do ataque, mas fez uma referência à guerra da Rússia na Ucrânia.

“Se essa guerra não for encerrada a tempo, continuará a expandir seu alcance geográfico e aumentará o risco de um conflito até mesmo global”, declarou ele.

“Estamos vendo a guerra se intensificar, com todas as regras do direito internacional sendo violadas e embarcações civis sendo atacadas no mar. Isso é absolutamente inaceitável.”

A Rússia não se pronunciou imediatamente sobre o incidente.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que ataques à navegação civil são inaceitáveis. “Navios comerciais – e tripulações inocentes – estão sendo alvos, com vidas já perdidas no mar”, disse ela.

(Reportagem de Alex Lefkowitz e Ivana Sekularac)

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