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Emirados Árabes Unidos afirmam que drones oriundos do Iraque atacaram usina nuclear de Barakah

Estadão

Os drones que atacaram a usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, vieram todos do Iraque, disse o Ministério da Defesa do país nesta terça-feira, 19, sinalizando provavelmente que milícias xiitas apoiadas pelo Irã lançaram o ataque.

Tais milícias lançaram repetidos ataques de drones visando estados árabes do Golfo depois que Israel e os Estados Unidos começaram sua guerra contra o Irã em 28 de fevereiro. No passado, as milícias forneceram ao Irã um meio de desviar a culpa por tais ataques.

A usina nuclear de Barakah, de 20 bilhões de dólares, foi construída pelos Emirados Árabes Unidos com a ajuda da Coreia do Sul e entrou em operação em 2020. É a única usina nuclear no mundo árabe e pode fornecer um quarto das necessidades energéticas dos Emirados, uma federação de sete emirados que abriga Dubai. Não houve relatos de feridos ou liberação radiológica em Barakah após o ataque, que, segundo autoridades, atingiu um gerador no perímetro da instalação.

Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo ataque à usina nuclear dos Emirados Árabes Unidos. O porta-voz do governo iraquiano, Bassem al-Awadi, sem abordar o relatório do Ministério da Defesa dos Emirados, emitiu uma declaração dizendo que Bagdá "expressa sua forte condenação aos recentes ataques de drones que visam os Emirados Árabes Unidos".

Houve outros três drones que visaram o país nos últimos dois dias, acrescentou o Ministério da Defesa dos Emirados, sem detalhar seus alvos. A Arábia Saudita, que também condenou o ataque à usina nuclear, posteriormente disse ter interceptado três drones que entraram a partir do espaço aéreo iraquiano.

Os Emirados Árabes Unidos, que hospedaram defesas aéreas e pessoal de Israel, recentemente acusaram o Irã de lançar ataques de drones e mísseis mesmo após o início do cessar-fogo com os EUA em 8 de abril.

As tensões também aumentaram sobre o Estreito de Ormuz. Segundo a empresa de dados marítimos Lloyds List Intelligence, o tráfego de navios através do estreito mais que dobrou na semana passada, para 54 embarcações no período encerrado em 11 de maio, mas ainda permanece uma fração dos níveis anteriores à guerra, de aproximadamente 130 embarcações.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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