VILNIUS, 16 Set (Reuters) - Belarus libertou 25 presos na quarta-feira em troca de uma nova flexibilização das sanções dos EUA, e o enviado norte-americano John Coale disse à Reuters que centenas de outros podem ser libertados em um mês.
O acordo foi o mais recente resultado de uma série de negociações que se estendem por mais de um ano entre Coale e o presidente bielorrusso Alexander Lukashenko, um aliado próximo do presidente russo Vladimir Putin.
Coale foi encarregado pelo presidente Donald Trump de garantir a libertação de centenas de pessoas, incluindo defensores dos direitos humanos, ativistas políticos, jornalistas e advogados.
A diplomacia dos EUA é delicada porque Lukashenko, no comando do antigo Estado soviético desde 1994, há muito tempo é rejeitado pelo Ocidente por reprimir seus oponentes e apoiar a guerra da Rússia na Ucrânia.
“Esse (processo) tem sido muito bem-sucedido. O presidente Trump está muito satisfeito com isso”, disse Coale à Reuters na capital lituana, Vilnius, para onde os prisioneiros libertados foram levados.
O número de 25 libertações foi muito inferior aos 250 que Coale negociou em sua última visita a Minsk, em março.
Mas o norte-americano disse que espera retornar em cerca de um mês e que, nessa altura, “centenas” estariam livres.
O grupo de direitos humanos Viasna, proibido em Belarus por ser considerado uma organização extremista, afirmou que muitos dos libertados na quarta-feira haviam sido condenados a longas penas de prisão. Um deles, o jornalista Andrei Alyaksandrau, cumpria uma pena de 14 anos.
Também foram libertados três músicos, presos em 2022, cujas canções foram classificadas como “materiais extremistas”.
Uma fonte a par da situação disse à Reuters que, além dos 25, espera-se que um número significativo de presos seja libertado e permaneça em Belarus.
(Reportagem de Andrius Sytas em Vilnius e Mark Trevelyan em Londres)



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