Por William Schomberg
1 Jun (Reuters) - A Escócia e sua barulhenta torcida, a Tartan Army, partem para sua primeira Copa do Mundo desde 1998 determinadas a chegar ao mata-mata de um grande torneio pela primeira vez, após gloriosas, mas dolorosas, tentativas frustradas no passado.
A Escócia já disputou oito Copas do Mundo. Classificou-se para cinco edições consecutivas entre 1974 e 1990, enquanto sua rival e vizinha Inglaterra tinha um desempenho mais irregular.
Mas os escoceses nunca passaram da fase de grupos em uma Copa do Mundo ou em uma Eurocopa.
Três de suas eliminações na primeira fase da Copa do Mundo ocorreram pelo saldo de gols, incluindo em 1978, quando a Escócia venceu a Holanda, que acabou chegando à final, por 3 a 2 — com um gol de Archie Gemmill que continua sendo um dos melhores da história das Copas —, mas não conseguiu a classificação.
Em 1982, a Escócia precisava de uma vitória em seu último jogo da fase de grupos contra a União Soviética e abriu o placar logo no início, mas acabou empatando em 2 a 2, resultado que a eliminou novamente no saldo de gols.
Acabar com as décadas de frustração será o foco do técnico Steve Clarke, que espera apagar as lembranças de um desempenho fraco na Euro 2024.
O elenco inclui o meia do Napoli Scott McTominay — autor de um brilhante gol de bicicleta contra a Dinamarca em uma partida decisiva das Eliminatórias Europeias —, o meia do Aston Villa John McGinn e, dependendo de como se recuperar de uma lesão, o goleiro do Heart of Midlothian Craig Gordon, que seria o segundo jogador mais velho em uma Copa do Mundo.
“É a primeira vez em 28 anos que chegamos à Copa do Mundo, então não queremos que isso por si só seja suficiente”, disse o meia escocês Kenny McLean — que marcou um gol da linha do meio-campo na partida contra a Dinamarca —, em entrevista à emissora CBS Sports.
“Sentimos que temos uma chance real de passar da fase de grupos. Esse é o objetivo, e essa é a ambição de todos.”
Esta parece ser a melhor chance da Escócia de passar da primeira fase devido à introdução dos 16 avos de final, que dobrou o número de seleções no mata-mata, após a expansão da Copa do Mundo para 48 times.
A partida de estreia em Boston contra o Haiti, que disputa apenas sua segunda Copa do Mundo, oferece a perspectiva de uma vitória.
Marrocos, semifinalista em 2022, será um desafio maior quando a Escócia retornar ao Gillette Stadium e poucos escoceses esperam muito da última partida da fase de grupos contra o Brasil, em Miami.
Mesmo que a Escócia consiga apenas três pontos, no entanto, é provável que seja o suficiente para avançar para os 16 avos de final.




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