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Escolha para Segurança Nacional de Trump é elogiada até por críticos do governo

WASHINGTON — O nome do novo conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, anunciado ontem pelo presidente Donald Trump, agradou até a críticos de seu governo. O general Herbert Raymond McMaster é considerado uma voz independente nas Forças Armadas americanas e chegou a criticar as estratégias utilizadas nas guerras do Vietnã, do Iraque e do Afeganistão. Ele assumirá o cargo num momento em que parece haver uma falta de comando na cúpula do governo, com vozes dissonantes entre os auxiliares mais próximos de Trump.

— Ele é um homem inteligente, hábil e de caráter. Eu dou ao presidente Trump grande crédito por esta decisão — disse ontem o senador republicano John McCain, presidente da Comissão de Serviços Armados do Senado e grande crítico dentro do partido ao presidente. — McMaster é uma excelente escolha para o conselheiro de Segurança Nacional.

Prem Kumar, que foi membro do Conselho de Segurança Nacional no governo de Barack Obama, afirmou que o novo conselheiro terá que, em primeiro lugar, coordenar melhor os trabalhos entre diversos órgãos de Defesa e Inteligência e resgatar o moral do conselho, que ficou abalado com a saída de Michael Flynn — demitido por Trump por ter conversado, antes da posse, com o embaixador russo sobre as sanções que o governo impusera a Moscou desde que o regime de Vladimir Putin anexou a Crimeia, em 2014.

McMaster é um respeitado estrategista militar nos Estados Unidos, tem 54 anos, e já foi citado como uma das cem pessoas mais influentes da revista “Time” em 2014 — título conquistado, parcialmente, pela sua disposição a resistir ao sistema. Assim como Trump, ele defende um aumento no número de efetivos do Exército americano, contrariando o antigo governo democrata, que investia mais em tecnologia, como drones, do que em número de combatentes. Este perfil pode gerar conflitos no governo, onde Trump centraliza muitas opiniões, e seus principais assessores lutam abertamente por poder e influência, de acordo com a imprensa americana.

O anúncio da nomeação ocorreu no resort de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida, onde o presidente passou o feriado do Dia dos Presidentes. Ele se reuniu, desde domingo, com vários candidatos ao cargo. A primeira escolha de Trump para substituir Flynn, o vice-almirante aposentado Robert Harward, recusou o trabalho, citando razões familiares — mas fontes afirmam que a disputa de poder dentro da Casa Branca o assustou.

O tenente-general reformado Keith Kellogg, que serviu como conselheiro interino, retornará ao seu anterior cargo de chefe de gabinete do Conselho de Segurança Nacional. Trump afirmou que a dupla trabalhará muito bem:

— Acho que essa combinação é muito especial — disse ele, sentado entre os dois homens fortes da segurança.

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