As medidas de livre mercado aprovadas pelo Parlamento cubano são a maior reforma econômica desde o triunfo da revolução socialista, ao limitar o papel central do Estado e abrir espaço para a iniciativa privada. Mas sua implementação pode enfrentar muitas dificuldades, disseram especialistas nesta sexta-feira, 19.
"Elementos que, durante décadas, foram enumerados como pilares da economia revolucionária, como o monopólio estatal do comércio exterior e a centralização das forças produtivas, foram desmantelados", disse à Associated Press o cientista político e advogado cubano-americano Luis Carlos Battista.
Na véspera, a Assembleia Nacional do Poder Popular aprovou um pacote de 176 medidas que incluem desde mais espaço para as empresas privadas e a possibilidade de importar e exportar sem intermediação estatal até permissões para que redes de comida rápida se instalem na ilha.
No entanto, Battista afirmou que existem "numerosas dificuldades" para a implementação, entre elas uma burocracia "lenta e ineficiente" e a desconfiança de potenciais empresários e investidores.
Por sua vez, o pesquisador associado do Instituto Quincy, em Washington, Lee Schlenker, sustentou que "será preciso ver como isso realmente se desenvolve, como se implementa e se aplica; se será politizado, se será aplicado de forma seletiva ou se, de fato, todos os atores econômicos serão tratados sob as mesmas condições".
Ambos também destacaram que, se não forem suspensas as sanções impostas por Washington a Cuba, como as que punem financeiramente parceiros do conglomerado estatal GAESA, muitas das medidas serão inaplicáveis.
"Elas só terão um efeito real se forem complementadas pelo levantamento gradual das proibições e sanções dos Estados Unidos", indicou Schlenker.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast



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