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Estatueta do Oscar de "Um Zé Ninguém Contra Putin" é encontrada após sumiço

Reuters

Por Matthias Williams

LONDRES, 1 Mai (Reuters) - Uma estatueta do Oscar pertencente ao diretor russo Pavel Talankin, que ganhou este ano o prêmio de melhor documentário por "Um Zé Ninguém Contra Putin", foi encontrada depois de desaparecer em um voo de Nova York para a Alemanha, informou a companhia aérea alemã Lufthansa nesta sexta-feira.

Talankin foi forçado a despachar o prêmio na bagagem antes de embarcar em um voo do Aeroporto Internacional John F Kennedy para Frankfurt, de acordo com uma postagem de seu codiretor David Borenstein no Instagram.

Os agentes da Administração de Segurança dos Transportes (TSA) disseram a Talankin que a estatueta de 3,8 quilos representava uma ameaça potencial à segurança, disse Borenstein, acrescentando que o prêmio desapareceu.

"Podemos confirmar que a estatueta do Oscar já foi localizada e está em segurança sob nossos cuidados em Frankfurt. Estamos em contato direto com o passageiro para providenciar sua devolução pessoal o mais rápido possível", disse um porta-voz da Lufthansa.

"Lamentamos sinceramente o incômodo causado e pedimos desculpas ao proprietário. O manuseio cuidadoso e seguro dos pertences de nossos passageiros é de extrema importância para nós. Uma análise interna das circunstâncias está em andamento."

A TSA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário enviado por email.

"No aeroporto, um agente da TSA o parou e disse que o Oscar poderia ser usado como arma", disse Borenstein no Instagram sobre Talankin.

"Pavel não tinha uma mala para despachá-lo, então a TSA colocou o Oscar em uma caixa e o enviou para o fundo do avião", disse ele, postando uma série de fotos, inclusive da caixa.

Em entrevista à revista online Deadline.com após chegar à Alemanha na quinta-feira, Talankin disse que é "completamente desconcertante como eles consideram o Oscar uma arma".

Em voos anteriores, em várias companhias aéreas, ele havia voado com o Oscar "na cabine, e nunca houve nenhum tipo de problema", disse ele à publicação .

O documentário de Talankin e Borenstein usou dois anos de filmagens que Talankin gravou em uma escola onde trabalhava na região russa de Chelyabinsk para mostrar como os alunos eram expostos a mensagens a favor da guerra do presidente Vladimir Putin na Ucrânia.

Talankin, de 35 anos, que fugiu da Rússia em 2024, defendeu o filme como um registro para a posteridade para mostrar como "uma geração inteira ficou com raiva e agressiva".

(Reportagem de Matthias Williams; reportagem adicional de Ulrike Heil)

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