ATLANTA, 22 Jun (Reuters) - Nesta Copa do Mundo ampliada, que visa espalhar os holofotes do futebol mais do que nunca, Lionel Messi e Kylian Mbappé já proporcionaram o brilho das estrelas que a Fifa, os meios de comunicação e o público tanto almejam, com Erling Haaland, Harry Kane e o jovem prodígio Lamine Yamal desempenhando papéis coadjuvantes cativantes.
Se há algo que os EUA adoram, é a força de atração de uma superestrela, já que o "sonho americano" se baseia na premissa de que um indivíduo, dotado de talento e carisma, pode se destacar dos demais e carregar todo o espetáculo sozinho.
Messi aceitou o desafio com estilo e se tornou o maior artilheiro de todos os tempos da Copa logo na segunda partida do torneio.
O jogador de quase 39 anos marcou três gols na vitória da Argentina por 3 a 0 sobre a Argélia e retomou de onde havia parado na segunda-feira, quando nem mesmo uma cobrança de pênalti perdida conseguiu ofuscar a sensação de que ele está decidido a aproveitar o que é quase certamente sua última Copa do Mundo.
Messi marcou novamente os dois gols da Argentina na vitória por 2 a 0 sobre a Áustria, elevando sua contagem para 18, e o francês Mbappé está se aproximando rapidamente.
A ATUAÇÃO DE UMA ESTRELA INSPIRA OUTRA
Mbappé fez dois gols na vitória da França por 3 a 1 sobre o Senegal e outros dois na vitória de 3 a 0 sobre o Iraque na segunda-feira, ficando a apenas dois gols de Messi na lista dos maiores artilheiros de todos os tempos.
Após uma temporada difícil, o atacante de 27 anos do Real Madrid voltou a jogar com um sorriso no rosto.
A Espanha enfrentou dificuldades sem Yamal no empate sem gols contra Cabo Verde, mas no domingo o jogador de 18 anos foi titular pela primeira vez em dois meses, e a expectativa era palpável dentro do Atlanta Stadium.
A torcida se levantou quando Yamal marcou o primeiro gol, inspirando a Espanha na vitória por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita.
A Espanha já tinha garantido a vitória ainda no primeiro tempo, o que permitiu a substituição de Yamal, que jogou com a despreocupação de quem não sente o peso das expectativas de uma nação sobre seus jovens ombros.
Messi estreou na Copa do Mundo em 2006 e, 20 anos depois, vestindo a mesma camisa número 19, Yamal parece pronto para assumir o legado.
O norueguês Haaland sacudiu a pressão de ter que se destacar em sua primeira Copa do Mundo com quatro gols em dois jogos. Haaland marcou dois gols na vitória por 4 a 1 sobre o Iraque e repetiu a dose na vitória de 3 a 2 contra o Senegal, na segunda-feira.
Haaland e Mbappé se enfrentarão na sexta-feira, quando a Noruega e a França disputarem a liderança do Grupo I.
Os dois gols de Kane contra a Croácia o colocaram empatado com Gary Lineker, com 10 gols pela Inglaterra em Copas do Mundo, e a disputa pela Chuteira de Ouro já é um espetáculo emocionante.
(Reportagem de Trevor Stynes)



Aviso