O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou nesta segunda-feira, 13, uma campanha diplomática para enfraquecer o Tribunal Penal Internacional (TPI) e pressionar países aliados a abandonarem a corte, acusada por Washington de interferir em assuntos internos do país.
"O TPI representa uma ameaça intolerável à soberania americana. Ele arroga para si a autoridade de processar e até prender militares e autoridades dos EUA que atuam em defesa dos interesses nacionais", afirmou Rubio em comunicado.
Segundo Rubio, a nova ofensiva prevê ampliar as sanções contra integrantes e entidades ligadas ao TPI, além de proibir a entrada de funcionários da corte em território americano. Os Estados Unidos não são signatários do Estatuto de Roma, tratado que criou o TPI.
A estratégia também inclui pressionar aliados, especialmente aqueles que, segundo Washington, "se beneficiam do guarda-chuva de segurança dos EUA", a rejeitarem publicamente a autoridade do tribunal. O Departamento de Estado informou que convocará embaixadores e altos funcionários estrangeiros para expor o que classifica como "abusos do TPI" e incentivá-los a deixar a corte.
Além disso, o governo americano prometeu intensificar o escrutínio sobre países que continuarem reconhecendo a autoridade do tribunal enquanto dependem da assistência dos Estados Unidos.



Aviso