WASHINGTON, 20 Mai (Reuters) - O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ofereceu-se para forjar um novo relacionamento entre EUA e Cuba, nesta quarta-feira, em uma mensagem de vídeo para o povo cubano, propondo US$100 milhões em ajuda e culpando os líderes cubanos pela escassez de eletricidade, alimentos e combustível.
"Nós, nos EUA, estamos nos oferecendo para ajudá-los não apenas a aliviar a crise atual, mas também a construir um futuro melhor", disse Rubio em uma mensagem do Departamento de Estado no Dia da Independência de Cuba.
O governo Trump deve anunciar acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro nesta quarta-feira, em uma ação que marcaria um aumento na campanha de pressão de Washington contra o governo comunista da ilha caribenha.
Em seu discurso em vídeo, proferido em espanhol, Rubio atribuiu os problemas atuais do país à ganância e à corrupção de seus líderes.
"A verdadeira razão pela qual vocês não têm eletricidade, combustível ou alimentos é porque aqueles que controlam seu país saquearam bilhões de dólares, mas nada foi usado para ajudar o povo", declarou Rubio.
Ele disse que os Estados Unidos estão oferecendo US$100 milhões em alimentos e remédios para o povo cubano, mas que devem ser distribuídos pela Igreja Católica ou por outros grupos de caridade confiáveis.
Em uma resposta na manhã de quarta-feira, a embaixada de Cuba nos EUA afirmou que Rubio mentiu e que os Estados Unidos estavam submetendo a nação insular à crueldade.
"A razão pela qual o secretário de Estado dos EUA mente tão repetidamente e sem escrúpulos ao se referir a Cuba e tentar justificar a agressão à qual ele submete o povo cubano não é ignorância ou incompetência", disse a embaixada em um post no X. "Ele sabe muito bem que não há desculpa para uma agressão tão cruel e implacável."
O presidente Donald Trump tem buscado uma mudança de regime em Cuba, onde os comunistas estão no comando desde que o irmão de Raúl Castro, Fidel Castro, já falecido, liderou uma revolução em 1959.
As acusações contra Castro, de 94 anos, devem ser baseadas em um incidente de 1996 no qual jatos cubanos derrubaram aviões operados por um grupo de exilados cubanos, disse uma autoridade do Departamento de Justiça dos EUA à Reuters na semana passada, sob condição de anonimato.
Os EUA impuseram efetivamente um bloqueio à ilha, ameaçando com sanções os países que a abastecem com combustível, provocando quedas de energia e causando danos à sua já frágil economia.
(Reportagem de Doina Chiacu e Katharine Jackson)




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