CARACAS, 23 de maio (Reuters) - Militares dos Estados Unidos realizaram no sábado, com autorização prévia do governo venezuelano, um incomum exercício militar em Caracas, que alcançou a sede diplomática e contou com a presença do comandante do Comando Sul, general Francis L. Donovan.
É o primeiro exercício militar realizado pelos Estados Unidos em solo venezuelano depois que tropas enviadas pelo presidente Donald Trump invadiram Caracas em 3 de janeiro e capturaram o então presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em uma operação que deixou pelo menos 100 mortos.
"Continuamos comprometidos em garantir a implementação do plano de três fases do @POTUS, particularmente a estabilização da Venezuela, e a importância da segurança compartilhada em todo o Hemisfério Ocidental", disse a embaixada dos EUA em Caracas em sua conta no X.
"Os Estados Unidos estão comprometidos com uma Venezuela livre, segura e próspera para o povo venezuelano, os Estados Unidos e o Hemisfério Ocidental", acrescentou.
A atividade envolveu duas aeronaves MV-22B Osprey e embarcações que entraram em águas venezuelanas no Mar do Caribe.
A embaixada disse que Donovan estava em Caracas em sua segunda visita oficial, observou o exercício e participou de conversas bilaterais com altos representantes do governo interino venezuelano, além de realizar reuniões na embaixada.
O governo venezuelano disse esta semana que autorizou, a pedido da embaixada dos EUA, um exercício de evacuação "no caso de possíveis situações médicas ou contingências catastróficas".
O Ministério da Comunicação e Informação não respondeu imediatamente a um pedido de comentários.
(Reportagem de Deisy Buitrago e de Elida Moreno na Cidade do Panamá)




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