O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, viaja na quarta-feira, 12, ao Panamá para iniciar uma série de encontros na região. A agenda inclui reunião com o presidente panamenho, José Raúl Mulino, além de um encontro bilateral com altas autoridades da Colômbia.
O Departamento de Defesa informou ainda que Hegseth fará um pronunciamento no Fórum da Coalizão das Américas contra Cartéis (A3C), conhecida como Escudo para as Américas. O grupo reúne países latino-americanos de viés conservador com foco no combate a organizações criminosas, como os cartéis de drogas.
De acordo com a pasta, o secretário também se encontrará com militares americanos no Curso de Treinamento de Operações na Selva e acompanhará atividades do PANAMAX. O exercício foi retomado em novembro do ano passado, pela primeira vez em mais de duas décadas, para preparar tropas em técnicas de sobrevivência e combate em ambientes densos e tropicais, segundo o The Hill .
A visita ocorre em meio a movimentos de Washington em torno do Canal do Panamá, em especial para reduzir a influência chinesa na região. No mês passado, o presidente Donald Trump disse que não permitiria que Pequim assumisse o controle da via.
Após uma decisão judicial panamenha contra a operadora portuária chinesa CK Hutchison, sediada em Hong Kong, a China pediu a empresas estatais que suspendessem negociações sobre novos projetos no Panamá, medida que autoridades americanas classificam como "pressão econômica".
Paralelamente, o Departamento de Estado divulgou nesta manhã um vídeo sobre o uso da Doutrina Monroe na América Latina junto a mensagem de que a "dominância americana sobre o Hemisfério Ocidental nunca mais será questionada". O conteúdo tem mais de cinco minutos e remonta toda a história de utilização da Doutrina Monroe por presidentes dos EUA desde 1823 até os dias atuais, em que menciona a operação do governo Trump na Venezuela para capturar o então presidente Nicolás Maduro.
"Essa manobra enviou um sinal aos países do Hemisfério Ocidental, reforçada pela própria declaração do presidente Donald Trump de que a dominância americana não será questionada", diz o vídeo.



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