Muitos republicanos que se mostraram incomodados com a guerra iniciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Irã enfatizaram que haveria um prazo até 1º de maio para o Congresso americano intervir. No entanto, a data agora está prestes a passar sem que os parlamentares do Partido Republicano tomem qualquer providência, continuando a acatar as decisões da Casa Branca.
De acordo com a Resolução sobre Poderes de Guerra de 1973, o Congresso deve declarar guerra ou autorizar o uso da força em até 60 dias - prazo que termina nesta sexta-feira - ou em até 90 dias, caso o presidente solicite uma prorrogação. No entanto, o Congresso não fez qualquer tentativa de cumprir essa exigência, entrando em recesso por uma semana na quinta-feira, após o Senado rejeitar, pela sexta vez, uma tentativa dos democratas de suspender a guerra.
O governo Trump não demonstrou nenhum interesse em buscar a aprovação do Congresso. Argumenta que os prazos estabelecidos pela lei não se aplicam, pois a guerra no Irã terminou efetivamente com o início do cessar-fogo no começo de abril.
O líder da maioria no Senado, John Thune, republicano da Dakota do Sul, disse na quinta-feira que não planeja votar a favor da autorização do uso da força no Irã nem se pronunciar sobre o assunto de outra forma. "Estou ouvindo atentamente o que os membros da nossa bancada estão dizendo e, neste momento, não vejo isso acontecendo", afirmou.
A relutância em desafiar Trump em relação à guerra ocorre em um momento politicamente delicado para os republicanos, com a crescente frustração pública tanto com o conflito quanto com seu impacto nos preços da gasolina. Ainda assim, a maioria dos parlamentares republicanos afirma apoiar a liderança de Trump em tempos de guerra, ou pelo menos estar disposta a lhe dar mais tempo em meio ao frágil cessar-fogo.
O senador republicano Kevin Cramer, da Dakota do Norte, disse que votaria a favor da autorização da guerra se Trump a solicitasse. Alguns outros senadores republicanos deixaram claro que, eventualmente, querem que o Congresso tenha voz ativa, como a senadora do Alasca, Lisa Murkowski.



