Em uma ofensiva de alto impacto, as Forças Armadas dos Estados Unidos lançaram bombas guiadas de penetração profunda contra instalações de mísseis iranianas ao longo do Estreito de Ormuz. O anúncio foi feito pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM) na noite desta terça-feira (17), consolidando a estratégia do presidente Donald Trump de reabrir à força a rota mais vital para o comércio global de petróleo.
De acordo com o comunicado oficial, foram utilizadas múltiplas munições de 5.000 libras (2.300 kg) contra bases fortificadas na costa do Irã. O objetivo principal é neutralizar mísseis de cruzeiro antinavio que, segundo Washington, representam uma ameaça direta à navegação internacional.
Fontes militares confirmaram que a arma utilizada foi a GBU-72 Advanced 5K Penetrator. Desenvolvida para destruir alvos enterrados em grandes profundidades, esta é uma das munições mais modernas do arsenal americano. Diferente das bombas guiadas a laser, a GBU-72 utiliza GPS, o que permite atingir alvos com precisão cirúrgica independentemente de condições climáticas como chuva ou neve.bDescrita pelos militares como "diferente de tudo o que existe", ela foi projetada especificamente para superar desafios de fortificações subterrâneas.
O presidente Donald Trump afirmou a repórteres que a segurança do Estreito de Ormuz deve ser restabelecida em breve. A declaração ocorre após o presidente confirmar que os países da Otan não participarão do conflito direto contra o Irã.
"Não vai demorar muito. Estamos atacando fortemente a costa", declarou Trump, sinalizando que os EUA seguirão com a operação de forma unilateral, após aliados se recusarem a enviar tropas para proteger a rota de transporte de petróleo.
Atualmente, o Estreito de Ormuz encontra-se praticamente fechado devido às ameaças iranianas contra embarcações dos EUA, de Israel e de seus aliados. O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, reforçou que as operações continuarão até que a capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação seja reduzida rapidamente.

