Enquanto o Brasil utiliza um modelo nacional de votação baseado em urnas eletrônicas, os Estados Unidos adotam diferentes sistemas eleitorais, definidos principalmente por estados e autoridades locais. Por isso, não existe um único equipamento ou padrão de votação utilizado em todo o país.
A maior parte das jurisdições americanas utiliza algum tipo de registro em papel. Segundo a Comissão de Assistência Eleitoral dos Estados Unidos (EAC), mais de 98% das jurisdições já utilizam sistemas que produzem um registro físico de cada voto. A agência defende esse modelo por permitir auditorias e conferências dos resultados.
Isso não significa, porém, que os americanos votem exclusivamente com papel. Há locais que utilizam equipamentos eletrônicos para registrar ou contabilizar os votos. A EAC mantém um programa de certificação para diferentes sistemas de votação, avaliados de acordo com requisitos de segurança, acessibilidade e funcionamento.
Sistema descentralizado
Uma das principais diferenças em relação ao Brasil é a organização das eleições. Nos EUA, estados e governos locais têm papel central na definição das regras, equipamentos e procedimentos eleitorais. A estrutura varia de acordo com a jurisdição.
No Brasil, a Justiça Eleitoral adota um sistema nacional de urnas eletrônicas. Os equipamentos funcionam de maneira isolada durante a votação, sem conexão à internet, e os resultados passam por procedimentos de transmissão, verificação e totalização.
Nos Estados Unidos, a preferência pelo registro em papel também está relacionada à possibilidade de auditoria. Em 2025, a EAC aprovou uma política de apoio a sistemas que mantenham uma cópia física de cada voto, justamente para ampliar a capacidade de conferência dos resultados.
Além disso, os americanos contam com modalidades que não fazem parte do modelo brasileiro, como o voto pelo correio, amplamente utilizado em algumas jurisdições. Também existem mecanismos eletrônicos destinados a grupos específicos, como militares e cidadãos americanos que vivem no exterior.
Assim, a diferença entre os dois países está principalmente na estrutura eleitoral: o Brasil possui um sistema eletrônico padronizado nacionalmente, enquanto os EUA utilizam uma combinação de métodos e equipamentos que pode mudar de acordo com o estado e a jurisdição.
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