LONDRES, 1 Set (Reuters) - Keir Starmer anunciou nesta terça-feira que deixará a função de deputado, cerca de seis semanas após ter renunciado ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, tendo perdido o apoio do Partido Trabalhista.
Starmer levou o Partido Trabalhista ao poder em 2024 com uma das maiores maiorias parlamentares da história moderna do Reino Unido, completando uma reviravolta notável após ter assumido a liderança do partido quatro anos antes, depois do pior resultado eleitoral do partido desde 1935.
Mas o ex-advogado, cujo mandato como primeiro-ministro foi marcado por várias crises, não conseguiu se conectar com os eleitores e perdeu gradualmente o apoio do público e de seu partido.
Starmer havia afirmado anteriormente que permaneceria como deputado até as próximas eleições gerais. Mas ele disse ao Camden New Journal, um jornal local de seu distrito eleitoral no norte de Londres, que havia mudado de ideia e pretendia “concentrar-se em assuntos internacionais”. Ele confirmou sua renúncia em um comunicado no X.
Apesar da queda na popularidade no país, que lhe custou o cargo, as relações exteriores foram frequentemente vistas como um ponto forte durante o mandato de Starmer como primeiro-ministro. Ele trabalhou em estreita colaboração com o presidente francês, Emmanuel Macron, para estabelecer a chamada “Coalizão dos Dispostos” em apoio à Ucrânia, restabeleceu as relações com a China, reconheceu um Estado palestino e obteve sucesso misto nos esforços para construir relações com o presidente dos EUA, Donald Trump.
A reportagem do jornal não informou um prazo para a realização de uma eleição para a vaga de Starmer no distrito eleitoral de Holborn e St Pancras.
(Reportagem de Sam Tobin)




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