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Fator medo se sobressai na classificação da França às semifinais

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Fator medo se sobressai na classificação da França às semifinais
Fator medo se sobressai na classificação da França às semifinais

Por Julien Pretot

FOXBOROUGH, MA, 9 Jul (Reuters) - A França tem inspirado tanto respeito desde o início da Copa do Mundo que até mesmo Marrocos, um time ofensivo repleto de talento e confiança, parecia derrotado antes mesmo do início de sua partida pelas quartas de final nesta quinta-feira.

Marrocos precisaria de uma ousadia que beirasse a arrogância para enfrentar a França de igual para igual, mas, em vez disso, abandonou o estilo ofensivo empolgante que o havia tornado uma das seleções mais interessantes do torneio.

Sua formação 4-5-1, com Brahim Díaz isolado na frente, sinalizava cautela. Poucas seleções optariam por trocar golpes com a França, cuja velocidade nas transições tem sido inigualável ao longo da competição. Ela já marcou 16 gols — oito de Kylian Mbappé e cinco de Ousmane Dembélé.

Mas Marrocos fez mais do que apenas gerenciar o risco. Ele retornou à determinação defensiva que o levou às semifinais em 2022, depositando sua confiança no goleiro Yassine Bounou.

Bounou, conhecido como Bono, defendeu um fraco pênalti de Mbappé aos 28 minutos, mas a estratégia de Marrocos sempre esteve fadada ao fracasso, com a França circulando a bola pacientemente na entrada da área.

Depois de falar muito, afirmando que estava aqui para ganhar a Copa do Mundo, Marrocos não conseguiu cumprir o que havia prometido.

“Nos momentos em que não estávamos com a bola e deixávamos que eles a mantivessem, sentíamos que eles não eram perigosos e que não tínhamos nada a temer daquela equipe”, disse o meia francês Adrien Rabiot.

“Essa foi a sensação que tivemos em campo.”

CHUTE COLOCADO

O primeiro chute a gol de Marrocos saiu a seis minutos do fim, momento em que a batida colocada de Mbappé e a finalização rasteira de Dembélé já haviam decidido a partida.

A diferença de dois gols não refletiu totalmente a disparidade entre as equipes. Rabiot e Manu Koné dominaram o meio-campo, enquanto Ayyoub Bouaddi, de Marrocos, teve dificuldades para se impor e perdia a posse de bola com muita frequência diante da pressão da França.

“Sabíamos que eles poderiam ter marcado antes. Gostaríamos de ter resistido um pouco mais sem sofrer gols, para ver como a França reagiria”, disse o técnico de Marrocos, Mohamed Ouahbi.

“Eu disse aos jogadores que eles precisavam entrar em campo de cabeça erguida.”

Surpreendentemente, não foi o que aconteceu.

A França avançou para sua terceira semifinal consecutiva da Copa do Mundo, na qual enfrentará a Bélgica ou a Espanha. A Espanha ainda não sofreu gols no torneio e seria mais um teste formidável para a equipe de Didier Deschamps.

“Não pode haver relaxamento”, disse Mbappé, que foi substituído aos 32 minutos do segundo tempo após sentir uma leve dor no tornozelo. “Ainda há um longo caminho pela frente, e o que vem por aí será ainda mais difícil, mas vamos nos recuperar bem.”

(Reportagem de Julien Pretot)

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