PARIS, 10 Set (Reuters) - A Federação Francesa de Futebol (FFF) retirou seu apoio à candidatura de Gianni Infantino à reeleição como presidente da Fifa no próximo ano, afirmou nesta quinta-feira o presidente da FFF, Philippe Diallo, alegando que a confiança no chefe do órgão que rege o futebol mundial foi quebrada.
A decisão foi tomada por unanimidade pelo comitê executivo da FFF, disse Diallo.
“A confiança depositada no presidente da Fifa foi quebrada”, disse Diallo aos repórteres. “A maneira como imaginamos a gestão do futebol mundial não corresponde mais à forma como ela está sendo conduzida.”
Infantino, que busca um novo mandato como presidente da Fifa, tem enfrentado críticas crescentes desde que sua proposta fracassada de vender uma participação de 20% nas competições da entidade, incluindo a Copa do Mundo, a investidores privados foi abandonada em julho, após oposição generalizada das confederações regionais de futebol.
Diallo disse que a França havia inicialmente apoiado a candidatura de Infantino no final de junho, quando ele era o único candidato declarado, mas que os eventos subsequentes mudaram fundamentalmente as circunstâncias.
“As condições para nosso apoio à sua candidatura não existem mais”, disse ele.
Diallo acrescentou que a proposta de venda de participação, que surgiu sem o que ele descreveu como consulta adequada ou informações fornecidas às federações, levantou sérias questões sobre a governança e a tomada de decisões da Fifa.
Várias federações europeias, incluindo as da Inglaterra e da Itália, retiraram seu apoio a Infantino desde o fracasso de sua proposta.
A Uefa, a Confederação Asiática de Futebol e a Concacaf, que representa as Américas do Norte e Central e o Caribe, clamaram por mudanças na liderança da Fifa e buscam uma alternativa confiável antes da eleição de março.
Diallo afirmou que a decisão da França faz parte de um movimento mais amplo dentro da Uefa e além dela, e que as discussões agora se concentrarão na reforma da governança e na busca por um candidato capaz de derrotar Infantino.
“Não basta apenas criticar se você quer que as coisas avancem. É preciso também apresentar propostas”, disse Diallo.
Ele acrescentou que a Uefa precisa definir uma plataforma para o próximo ciclo de liderança da Fifa e, quando chegasse a hora, escolher um candidato para a eleição.
“Precisaremos estar prontos até lá para apresentar uma candidatura capaz de conquistar a presidência da Fifa”, disse Diallo.
Infantino ainda conta com o apoio da Conmebol, da América do Sul, e da CAF, da África.
A eleição presidencial da Fifa ocorrerá em Rabat, em 18 de março de 2027, com o prazo final para as candidaturas em 18 de novembro.
(Reportagem de Julien Pretot e Dominique Vidalon)




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