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Fifa estuda impacto da ampliação da Copa do Mundo para 64 seleções na edição de 2030

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Fifa estuda impacto da ampliação da Copa do Mundo para 64 seleções na edição de 2030
Fifa estuda impacto da ampliação da Copa do Mundo para 64 seleções na edição de 2030

Por Elvira Pollina

31 Jul (Reuters) - A Fifa está estudando a possibilidade de ampliar a Copa do Mundo de 48 para 64 seleções na edição de 2030, de acordo com um documento ao qual a Reuters teve acesso, em uma medida que poderia redefinir o principal torneio do futebol quando este comemorar seu centenário.

A entidade que rege o futebol mundial pretende nomear uma agência independente para avaliar o ambicioso plano de expansão, que acrescentaria mais 16 seleções a um torneio que já cresceu de 32 para 48 seleções em 2026.

“A Fifa deseja nomear uma agência independente para determinar se e como a expansão da Copa do Mundo da Fifa de 48 para 64 seleções participantes, a partir da edição de 2030, afetaria a proposta do torneio”, afirma o documento.

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) havia proposto oficialmente, no ano passado, realizar a Copa do Mundo de 2030 com 64 seleções, permitindo que mais países tivessem a oportunidade de participar das comemorações da edição centenária do torneio.

A edição de 2026 nos EUA, Canadá e México foi a primeira desde 1998 a ter um número ampliado de seleções, adicionando mais quatro grupos e uma fase de mata-mata extra, resultando em 104 partidas ao longo de mais de cinco semanas.

O estudo surge na esteira do plano da Fifa de criar uma subsidiária comercial de US$20 bilhões para administrar a Copa do Mundo e seus outros eventos com a participação de investidores externos, uma medida que atraiu críticas e levou a Uefa a decidir boicotar os eventos da Fifa.

A Reuters entrou em contato com a Fifa para obter comentários.

O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, afirmou no ano passado que expandir a Copa do Mundo para 64 seleções não era uma boa ideia.

A posição da entidade reguladora do futebol europeu não mudou desde então, enquanto o presidente da Confederação Asiática de Futebol, Sheikh Salman bin Ibrahim Al Khalifa, também manifestou oposição, questionando no ano passado até onde essa expansão poderia chegar.

A análise proposta pela Fifa tem como objetivo avaliar se a expansão proposta pode fortalecer o torneio ou se preocupações como a diluição da competição, o congestionamento do calendário, a complexidade operacional e a saturação do mercado superam os benefícios potenciais.

O estudo examinará o impacto potencial da expansão do torneio para 64 seleções, incluindo os efeitos sobre a competição, o equilíbrio competitivo, as eliminatórias, o bem-estar dos jogadores e o calendário internacional.

Ele também estimará as receitas que poderiam ser geradas com a venda de ingressos, patrocínios e direitos de mídia no formato proposto.

“A recomendação final deve demonstrar não apenas se um torneio com 64 seleções pode gerar valor incremental, mas também se esse valor é sustentável”, acrescentou o documento.

A Fifa informou que a decisão sobre a escolha da agência será tomada em 14 de agosto e que ela terá apenas quatro semanas para entregar sua análise até 11 de setembro.

A Copa do Mundo de 2030 será sediada conjuntamente por Marrocos, Portugal e Espanha, enquanto Argentina, Paraguai e Uruguai sediarão uma partida cada para comemorar o centenário do torneio.

(Reportagem de Elvira Pollina, em Milão, e Rohith Nair, em Bengaluru)

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