NOVA YORK, 8 Mai (Reuters) - O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recorreu nesta sexta-feira de uma decisão judicial que considerou injustificada a tarifa global de 10% imposta em fevereiro nos termos de uma lei da década de 1970.
Na quinta-feira, o Tribunal de Comércio Internacional dos EUA decidiu, por 2 votos a 1, que a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 não tinha como objetivo resolver déficits comerciais ocasionados quando os EUA importam mais mercadorias do que exportam. O tribunal, no entanto, bloqueou as tarifas apenas para três importadores que entraram com a ação judicial: duas pequenas empresas e o Estado de Washington.
Embora a decisão se aplique a um conjunto de taxas que expiram em cerca de dois meses, ela representa mais um revés para as ambições tarifárias globais de Trump e ocorre uma semana antes de ele discutir as tensões comerciais com o presidente chinês Xi Jinping em Pequim.
Também prepara o terreno para mais uma longa batalha judicial sobre bilhões de dólares em reembolsos de tarifas, três meses após a Suprema Corte dos EUA ter derrubado as amplas tarifas globais impostas por Trump sob uma lei de emergências nacionais.
Ao falar com jornalistas na quinta-feira, Trump culpou "dois juízes radicais de esquerda" pela decisão do tribunal comercial.
Em fevereiro, a Suprema Corte decidiu que Trump não tinha autoridade para impor as tarifas anteriores sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, o que levou Trump a impor tarifas substitutivas de 10% sobre todas as importações, usando a Seção 122 da Lei de Comércio.
(Reportagem de Dietrich Knauth)



