O Hamas anunciou que vai fechar o seu governo e abrir mão do controle administrativo da Faixa de Gaza, com a intenção de entregar o poder a um comitê formado por especialistas independentes (o NCAG), criado no plano de paz dos EUA. Na prática, cerca de 60 mil funcionários públicos de Gaza passariam a responder a essa nova gestão.
Especialistas explicam que a medida é uma jogada política para destravar o plano de cessar-fogo que está estagnado. Ao aceitar deixar o governo, o Hamas tenta mostrar ao mundo, e principalmente ao presidente americano Donald Trump, que está colaborando com o acordo, jogando toda a pressão para cima do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Por enquanto, a decisão muda quase nada no terreno por motivos práticos. O Hamas aceitou abrir mão do poder político, mas não mencionou entregar suas armas, que é a maior exigência de Israel. Além disso, o comitê que deveria assumir o controle ainda está no Egito, sem autorização para entrar em Gaza, enquanto o exército israelense já ocupa cerca de 70% do território. O Conselho de Paz declarou que aguarda ações reais, reforçando que a região precisa ter apenas um governo oficial e nenhuma milícia armada.



Aviso