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Houthis assumem ataque ao aeroporto de Riad e bases militares

Estadão

Os houthies do Iêmen afirmaram neste domingo, 25, que lançaram ataques contra o aeroporto internacional de Riad poucas horas após a sua reabertura, bem como contra uma base aérea e uma base naval em outras regiões da Arábia Saudita. O aeroporto estava fechado há cerca de duas semanas devido a outro ataque ocorrido no início do mês.

"As forças armadas iemenitas realizaram três operações militares com dezenas de mísseis balísticos", declarou no X o porta-voz militar dos houthies, Yahya Saree, afirmando que o ataque contra o aeroporto "atingiu o seu objetivo". O porta-voz acrescentou que também atacaram a base aérea Rei Khalid, em Khamis Mushait, no sudoeste, e uma base naval em Jizan, perto da fronteira com o Iêmen.

Durante a manhã, três explosões foram ouvidas na capital da Arábia Saudita, segundo um jornalista da AFP no local. A cidade tem sido alvo, nos últimos dias, de ataques dos rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã.

Pouco antes das explosões, moradores receberam mensagens nos celulares alertando sobre uma "ameaça aérea" e orientando a população a procurar abrigo. O alerta foi suspenso pouco tempo depois.

Atividades recomeçam no aeroporto após ataques

O site do Aeroporto Internacional Rei Khalid mostrava diversos voos domésticos e internacionais programados para este domingo, incluindo chegadas ao reino vindas de Dubai, Paris e Cairo.

Autoridades sauditas não forneceram informações adicionais quando questionadas pela AFP sobre a extensão da retomada das operações no aeroporto. No entanto, o site de rastreamento Flightradar24 mostrou que um pequeno número de voos havia decolado, embora a grande maioria tivesse sido cancelada.

A retomada das operações no aeroporto ocorreu no momento em que explosões sacudiram Riad na manhã de domingo, após uma mensagem de texto ter sido enviada aos moradores alertando sobre uma ameaça hostil direcionada à cidade. O fechamento do aeroporto foi um duro golpe para a Arábia Saudita, resultando no adiamento da principal conferência de investimentos do reino para 2027, enquanto os residentes se desdobravam para encontrar alternativas para entrar e sair do país.

Os houthis realizaram ondas de ataques contra o aeroporto, incluindo uma investida este mês que matou 13 pessoas e feriu mais de 300, tornando-se o ataque mais mortal no reino em mais de uma década. Mais cedo, o porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, alertou que o aeroporto de Riad continuava "inseguro" e era um "alvo militar".

"As Forças Armadas iemenitas alertam todas as companhias aéreas internacionais, regionais e locais - bem como funcionários e passageiros - para não utilizarem o Aeroporto Rei Khalid em Riad, pois ele não é seguro e serve como alvo militar para as nossas forças", disse ele. "O regime saudita arcará com as consequências de quaisquer operações no aeroporto."

'Tudo está tremendo'

Saree afirmou que a Arábia Saudita havia atacado o Iêmen dezenas de vezes nas 24 horas anteriores. "Nas últimas 24 horas, caças sauditas lançaram 56 ataques aéreos e mísseis contra alvos civis nas províncias de Hajjah, Lahj, Amran, Saada, Al-Jawf, Taiz e Ibb, utilizando jatos F-15 e 'Typhoon' que decolaram das bases de Khamis Mushait e Taif, além de mísseis a partir de Najran", declarou ele no X.

Enquanto as operações no aeroporto recomeçavam, o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, chegou a Riade e se reuniu com o governante de fato da Arábia Saudita, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. Durante o encontro, Mitsotakis "respondeu favoravelmente ao pedido do reino para manter o sistema Patriot na Arábia Saudita, dadas as atuais circunstâncias desafiadoras", informou seu gabinete. A Grécia implantou uma bateria para operar o sistema de defesa aérea Patriot, de fabricação norte-americana, em Yanbu, um importante polo de exportação de petróleo na costa do Mar Vermelho.

A agência de notícias SPA acrescentou que os dois líderes "destacaram a importância crítica de salvaguardar a segurança e a integridade dos corredores marítimos internacionais e garantir o fluxo seguro e contínuo de suprimentos de energia para os mercados globais".

Mais cedo, a coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, que combate os houthis, informou ter interceptado pelo menos 10 mísseis balísticos. Os combates eclodiram após o fim de uma trégua de anos entre os houthis e o governo do Iêmen, apoiado por Riade. "O bombardeio tem sido muito intenso desde esta manhã - que Deus nos proteja. Tudo está tremendo por causa das explosões", disse um morador de Khamis Mushait à AFP , sob condição de anonimato. A agência de defesa civil do reino informou posteriormente que duas pessoas ficaram feridas no sul devido à queda de destroços, relatando também danos a vários edifícios e veículos.

Imagens divulgadas pela agência oficial Saudi Press Agency mostraram um edifício com parte de sua fachada superior destruída, expondo vigas metálicas. Outra imagem registrou grandes janelas despedaçadas, com cacos de vidro espalhados pela calçada e parte da rua.

Jornalistas da AFP em Riad ouviram três explosões nas primeiras horas de domingo, enquanto os moradores recebiam mensagens de alerta sobre uma "ameaça aérea hostil", orientando-os a permanecerem em local seguro. O aviso ocorreu no momento em que a coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter abatido um míssil balístico lançado pelo grupo em direção à capital, além de dois drones na região de Riade.

"As defesas aéreas interceptaram e destruíram um míssil balístico lançado pela milícia terrorista houthi em direção a Riad", publicou a coalizão no X. No final da manhã de domingo, a coalizão informou que suas forças interceptaram um míssil de cruzeiro disparado pelos houthis contra a cidade de Khamis Mushait, no sul do reino. Os ataques pareceram ter como alvo áreas em todo o sul, com alertas emitidos também para a cidade de Abha, além de áreas em Taif, Namas e Jazan. As investidas ocorreram depois que os houthies afirmaram ter atacado três aeroportos sauditas, incluindo o de Riad, além de instalações de energia, um gasoduto e uma base aérea no período de 24 horas.

*Com informações de agências internacionais.

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