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Iata alerta que restabelecimento de abastecimento de combustível de aviação pode levar meses, mesmo com reabertura de Estreito de Ormuz

Reuters
Iata alerta que restabelecimento de abastecimento de combustível de aviação pode levar meses, mesmo com reabertura de Estreito de Ormuz
Iata alerta que restabelecimento de abastecimento de combustível de aviação pode levar meses, mesmo com reabertura de Estreito de Ormuz

Por Yi-Chin Lee e Julie Zhu

CINGAPURA/HONG KONG, 8 Abr (Reuters) - O chefe da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata na sigla em inglês), que representa as companhias aéreas globais, alertou nesta quarta-feira que levaria meses para que o fornecimento de combustível de aviação se recuperasse, mesmo que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, devido a interrupções na capacidade de refino do Oriente Médio.

O combustível é a segunda maior despesa das companhias aéreas depois da mão de obra, representando normalmente cerca de 27% das despesas operacionais, de acordo com a Iata. 

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, como parte das medidas de retaliação na guerra, sufocou o fornecimento de combustível de aviação em todo o mundo, e as notícias de um cessar-fogo e a possibilidade de uma passagem segura por Ormuz fizeram com que as ações das companhias aéreas disparassem.

O petróleo caiu abaixo de US$100 por barril depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que havia concordado com um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, que estava sujeito à reabertura imediata e segura do Estreito de Ormuz.

Willie Walsh, diretor-geral da Iata, disse a repórteres em Cingapura que, embora espere a queda dos preços do petróleo bruto, os custos do combustível de aviação provavelmente permanecerão ligeiramente elevados devido ao impacto nas refinarias.

"Se for reaberto e permanecer aberto, acho que ainda levará alguns meses para que o fornecimento volte ao nível necessário, dada a interrupção da capacidade de refino no Oriente Médio", disse Walsh.

Ele evitou comparações com a pandemia da Covid-19, que prejudicou as viagens ao redor do mundo.

"Isso não é semelhante à Covid. Não se trata de uma crise nem perto do que vivemos (na Covid)", disse ele. "Na Covid, a capacidade foi reduzida em 95% porque as fronteiras foram fechadas. Não estamos nem perto disso."

A situação era mais comparável a outros choques, como as recessões de 2008 a 2009 ou as consequências dos ataques de 11 de setembro de 2001, acrescentou.

"Após o 11 de setembro, a recuperação levou cerca de quatro meses. Em 2008-2009, provavelmente levou de 10 a 12 meses", disse ele.

(Reportagem de Lee Yi-Chin, em Cingapura, e Julie Zhu, em Hong Kong)

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