Por Ryan Patrick Jones
TORONTO, 20 Jul (Reuters) - Os incêndios florestais que assolam Ontário atingiram 735.000 hectares, ante os 650.000 hectares registrados no fim de semana, afirmou o primeiro-ministro da província Doug Ford nesta segunda-feira, enquanto a qualidade do ar, afetada pela fumaça, melhorou em grande parte da província, mas continuou insalubre em algumas regiões do meio-oeste dos Estados Unidos.
Ford disse em uma coletiva de imprensa em Toronto que a província está combatendo 190 incêndios ativos e cerca de 1.800 moradores foram retirados de comunidades pouco povoadas no noroeste de Ontário.
“Não pouparemos nenhum centavo para combater esses incêndios e garantir a segurança das pessoas”, disse o premiê da província.
Os incêndios florestais, que ocorrem principalmente em áreas de difícil acesso, aumentaram as tensões entre o Canadá e os EUA, onde alguns políticos têm criticado a resposta do Canadá.
A fumaça densa proveniente dos incêndios no norte e no oeste de Ontário, assim como no norte de Minnesota, levou a pior qualidade do ar do mundo a Toronto na semana passada, que depois se espalhou para Nova York e Washington.
Desde então, a qualidade do ar melhorou no sul de Ontário, no nordeste e na região do Meio Atlântico dos EUA, embora tenha permanecido ruim em vários Estados do meio-oeste norte-americano.
Às 11h30 (horário da costa leste dos EUA), o site AirNow da Agência de Proteção Ambiental dos EUA classificou a qualidade do ar como “prejudicial à saúde” ou “prejudicial à saúde para grupos sensíveis” em uma área que abrange áreas de Wisconsin, Iowa, Missouri, Illinois, Indiana, Ohio e Michigan.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no domingo ter comunicado ao primeiro-ministro canadense, Mark Carney, que o Canadá precisa melhorar o controle dos incêndios florestais em Ontário.
Trump disse que conversou com Carney sobre o assunto na final da Copa do Mundo da Fifa, da qual ambos participaram no domingo, dois dias após ameaçar impor tarifas adicionais sobre produtos canadenses para punir o Canadá pela fumaça dos incêndios florestais. Carney não respondeu diretamente a Trump, embora tenha afirmado que todos os países, incluindo os EUA, devem se empenhar mais para combater as mudanças climáticas.
(Reportagem de Ryan Patrick Jones, em Toronto)



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