Por Mayank Bhardwaj e Rajendra Jadhav
NOVA DELHI/MUMBAI, 16 Set (Reuters) - A Índia, maior importadora mundial de óleos vegetais, está considerando reduzir os impostos de importação sobre esses produtos para tentar conter a inflação dos alimentos, afirmaram nesta quarta-feira duas fontes do governo e duas do setor, à medida que se inicia a temporada de festivais, período de pico da demanda.
Os preços dos óleos vegetais na Índia subiram quase 20% no último ano, e uma medida que reduza esses preços provavelmente aumentará o consumo, já que as famílias comemoram as festas de setembro a novembro com doces, lanches e petiscos fritos.
No mercado internacional, o aumento da demanda indiana daria suporte aos preços de referência do óleo de palma da Malásia e aos futuros de óleo de soja dos EUA, afirmam analistas.
A Índia atende a quase dois terços de sua demanda por óleo vegetal por meio de importações, principalmente de óleo de palma, óleo de soja e óleo de girassol, de países como Malásia, Indonésia, Argentina, Brasil, Rússia e Ucrânia.
Os preços subiram devido a perturbações relacionadas à guerra da Rússia contra a Ucrânia e a condições climáticas extremas associadas ao El Niño e ao aquecimento global.
Uma das fontes do governo afirmou que o governo está buscando proteger os consumidores, ao mesmo tempo em que defende os interesses dos agricultores.
Um porta-voz do governo não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.
A inflação anual no varejo da Índia acelerou ainda mais em agosto, impulsionada pelos preços mais altos dos alimentos.
Em vez de fazer um corte drástico nos impostos de importação, o governo poderia reduzir o imposto básico de importação em 5%, o que manteria os preços locais da soja acima dos níveis de apoio estabelecidos pelo governo e ajudaria os produtores de oleaginosas, disse um autoridade de alto escalão do setor.
Observando o risco de que os preços nos países exportadores possam subir como consequência da redução dos impostos de importação pela Índia e do estímulo à demanda interna, o representante do setor afirmou que cortar os impostos de importação não é uma forma eficaz de controlar os preços.
Em maio de 2025, a Índia reduziu pela metade o imposto básico de importação sobre óleos comestíveis brutos, para 10%. Isso efetivamente reduziu o imposto total de importação sobre óleo de palma bruto, óleo de soja bruto e óleo de girassol bruto para 16,5%, já que esses óleos também estão sujeitos à Taxa de Infraestrutura e Desenvolvimento Agrícola e à Sobretaxa de Bem-Estar Social.
Após a redução dos impostos, os preços globais do óleo de palma e do óleo de soja subiram.



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