O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, pediu que a população suspenda por um ano a compra de ouro, num apelo voltado a preservar as reservas em moeda estrangeira do país em um momento em que as tensões geopolíticas seguem pressionando a rupia.
A forte demanda doméstica pelo metal precioso continua a aumentar os gastos em divisas. A Índia está entre os maiores consumidores de ouro do mundo; além do peso cultural, o ativo é amplamente usado como forma de investimento. O metal também integra as reservas internacionais utilizadas pelo banco central para defender a moeda e representava cerca de 17% do total ao fim de março.
Desde a eclosão da guerra no Oriente Médio, em fevereiro, que elevou os preços do petróleo e do gás, a rúpia se desvalorizou, acompanhando outras moedas emergentes, com a busca por dólares como porto seguro e o temor de um choque de energia para importadores como a Índia. Ao mesmo tempo, a piora das expectativas de inflação reduziu o apelo do ouro e diminuiu o valor dessas reservas.
Para conter saídas de capital, outro fator de pressão sobre a moeda, Modi também pediu que os indianos reduzam o consumo de gasolina e combustível, citando medidas como trabalho remoto e menos viagens de férias ao exterior.
"O aumento dos preços do petróleo bruto e a instabilidade global estão colocando forte pressão sobre as reservas cambiais da Índia", disse Devarsh Vakil, da HDFC Securities, em um comentário. "Reduzir gastos discricionários com importações de ouro e viagens internacionais pode ajudar o país a preservá-las", acrescentou.
Mesmo que um acordo que encerre o conflito no Oriente Médio seja alcançado em breve, desfazer os danos econômicos não acontecerá da noite para o dia, segundo analistas. A disparada dos preços de energia, o efeito sobre outras commodities e o abalo na confiança de consumidores e empresas levarão tempo para se normalizar.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.



