NOVA DELHI, 4 Nov (Reuters) - A IndiGo, maior companhia aérea da Índia, está em negociações para adquirir 100 aeronaves de aviação regional da Embraer, com opção de compra de mais cerca de 50, segundo três fontes com conhecimento direto do assunto, no que poderia ser um dos maiores pedidos feitos à fabricante brasileira de aeronaves.
As discussões estão em um estágio inicial e o fechamento do negócio não está garantido, disseram as fontes sob condição de anonimato, acrescentando que o modelo da aeronave ainda não foi definido e que a quantidade encomendada pode sofrer alterações.
As entregas provavelmente começariam a partir de 2030, no mínimo, disseram duas dessas fontes.
O número de aeronaves em discussão está sendo divulgado pela primeira vez.
A IndiGo e a Embraer não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
Uma venda bem-sucedida de 100 jatos poderia valer bilhões de dólares a preços de tabela, embora descontos sejam comuns nesse tipo de negócio.
A Embraer vem promovendo seus aviões regionais para companhias aéreas indianas e, neste ano, assinou um acordo não vinculativo com a Adani Defence & Aerospace para estudar a possibilidade de uma linha de montagem final na Índia para seus jatos E175-E1 de geração mais antiga, que podem acomodar até 88 passageiros.
A empresa também fabrica os jatos maiores E190-E2 e E195-E2, que possuem motores mais novos e mais eficientes em termos de consumo de combustível e podem acomodar até 114 e 146 passageiros, respectivamente.
IMPULSO PARA EMBRAER
Uma venda bem-sucedida seria uma grande vitória para a Embraer no terceiro maior mercado doméstico de aviação do mundo, onde as companhias aéreas estão expandindo suas frotas para atender à demanda de longo prazo por viagens aéreas.
A Star Air, uma pequena companhia aérea regional, é atualmente a única companhia aérea indiana a operar jatos da Embraer.
O presidente-executivo da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse à Reuters em março que o plano da linha de montagem na Índia dependia de pedidos de pelo menos 200 aeronaves e que os jatos montados na Índia poderiam ser entregues a partir de 2028, caso os pedidos fossem garantidos até o final deste ano.
Um pedido à Embraer poderia permitir que a IndiGo aumentasse o número de rotas para áreas regionais, bem como substituísse algumas de suas aeronaves turboélice ATR, permitindo-lhe oferecer mais assentos nas rotas existentes.
O presidente-executivo da IndiGo, Willie Walsh, que assumiu o cargo em agosto, afirmou que a IndiGo expandirá os voos de longa distância sem comprometer seus negócios de voos de curta distância de baixo custo, e planeja aumentar sua frota para cerca de 600 aeronaves até 2030, partindo das 442 registradas em setembro. Sua frota é composta principalmente por jatos de corredor único da Airbus, mas também conta com 44 turboélices ATR.
(Reportagem de Abhijith Ganapavaram e Aditi Shah)
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