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Investidores mostram interesse, mas Motiva segue em estudos sobre sociedade em trilhos

Reuters

SÃO PAULO, 30 Abr (Reuters) - A Motiva já foi contatada por investidores que têm interesse em se tornarem sócios da companhia em sua plataforma de transporte de passageiros por trilhos, mas ainda está em uma fase de modelagem de uma eventual transação, afirmou o vice-presidente de finanças da companhia de concessões nesta quinta-feira.

"É um movimento que pode ser muito importante... mas ainda não estamos com processo na rua e estamos discutindo o ângulo estratégico", disse Rodrigo Alves, vice-presidente de finanças e de relações com investidores da Motiva, em conferência com analistas na B3 após a publicação na noite da véspera do resultado de primeiro trimestre da companhia.

Segundo ele, os perfis de investidores na análise da companhia que detém concessões de trilhos em São Paulo, Rio de Janeiro e na Bahia são os de longo prazo, como fundos de pensão; além de estratégicos, como grupos que já operam em outras regiões, empresas com especialidade em construção ou com especialidade em receitas acessórias, como exploração comercial e imobiliária.

"Estamos sendo ativamente provocados por investidores que têm interesse", afirmou o executivo.

Na frente rodoviária, o presidente-executivo da Motiva, Miguel Setas, afirmou que a decisão desta semana do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de suspender o pagamento de 3,4 milhões de multas a motoristas que não pagaram tarifas de pedágio no sistema free flow tem um impacto irrelevante para a empresa.

Segundo o executivo, os pagamentos no sistema free flow representam apenas 2% da cobrança nos pedágios da Motiva. "O impacto dessa iniciativa de perdão de multas no agravamento da inadimplência é bastante pequeno", disse Setas na conferência.

Às 13h10, as ações da Motiva exibiam alta de 2,7%, cotadas a R$15,96, enquanto o Ibovespa avançava 1,3%.

Setas afirmou que a tendência para o Brasil é que a tecnologia do free flow não seja a única para os pedágios e que a "solução final" será uma combinação de vários sistemas com uma presença destacada do pagamento por aproximação de cartão.

O presidente da Motiva afirmou ainda que a empresa tem condição de assumir o investimento bilionário no trecho Morro dos Cavalos, na BR-101 em Santa Catarina, atualmente operado pela Arteris, mas que a discussão com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) "ainda não terminou".

Já sobre leilões, Alves afirmou que a Motiva está se preparando para o leilão em julho da Regis Bittencourt (BR-116/SP-PR) e que o ativo "certamente nos interessa".

O executivo comentou ainda que a Motiva quer estar pronta "o mais rápido possível" para discutir reequilíbrios de contratos com o poder concedente por conta da entrada em vigor da reforma tributária a partir do próximo ano. "Tem algumas lacunas que precisam ser fechadas...Tem um nível de incerteza razoável ainda", afirmou, citando que ativos maduros devem ser mais impactados.

(Por Alberto Alerigi Jr.; edição de Paula Arend Laier e Alexandre Caverni)

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