O governo do Irã afirmou nesta quinta-feira, 30, que as negociações com Omã sobre a gestão do Estreito de Ormuz seguem em andamento, enquanto a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) declarou ter lançado um ataque contra uma base militar dos Estados Unidos na Jordânia, alegando ter destruído três caças F-35 americanos.
Em coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, disse que as conversas com Omã, iniciadas no fim da semana passada em Teerã, "continuam em andamento" e que, nesta quinta-feira, houve novo diálogo em nível de chanceleres.
Baghaei reiterou que o Estreito de Ormuz "permanece fechado" e atribuiu a situação às ações dos Estados Unidos. "O que está claro é que, por enquanto, Ormuz permanece fechado devido às ações dos EUA e à insegurança imposta por esse país à hidrovia", afirmou. Segundo o porta-voz, o fechamento decorre da continuidade do que classificou como um "bloqueio naval" americano e da "agressão militar" de Washington e de Israel contra o Irã.
Também nesta quinta-feira, a IRGC afirmou ter atacado a base aérea de Al-Azraq, na Jordânia, em resposta a um suposto bombardeio americano contra duas residências na ilha iraniana de Qeshm, que, segundo o comunicado, matou três membros de uma família e deixou duas crianças feridas.
De acordo com a IRGC, a Força Aeroespacial iraniana lançou vários mísseis balísticos contra a área de estacionamento e um hangar de manutenção de caças F-35 na base americana. A corporação afirmou que três aeronaves foram "completamente destruídas" e outras três sofreram "danos graves", além da morte de militares e técnicos americanos.



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