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Irã diz que enviado permanecerá em Beirute, desafiando ordem de sair

Irã diz que enviado permanecerá em Beirute, desafiando ordem de sair
Irã diz que enviado permanecerá em Beirute, desafiando ordem de sair

BEIRUTE, 30 Mar (Reuters) - O Irã afirmou na segunda-feira que seu embaixador no Líbano permanecerá em seu posto em Beirute, desafiando o Ministério das Relações Exteriores libanês, que o declarou persona non grata e lhe disse para sair.

Com a guerra em curso no Líbano entre o Hezbollah e Israel, o status do enviado iraniano surgiu como um ponto focal de tensão entre o grupo apoiado pelo Irã e o governo libanês, que tem criticado duramente o Hezbollah por entrar na guerra regional em apoio a Teerã e pediu conversações com Israel.

Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores do Líbano disse que havia decidido retirar o credenciamento do embaixador designado, Mohammad Reza Shibani, e pediu que ele partisse até 29 de março. O ministério afirmou na época que Shibani havia violado a convenção diplomática ao fazer declarações sobre a política interna libanesa.

O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, um poderoso político muçulmano xiita e aliado do Hezbollah, se opôs à decisão do Ministério das Relações Exteriores e pediu a Shibani que permanecesse, disseram fontes familiarizadas com a posição de Berri.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, falando em uma coletiva de imprensa, declarou que Shibani permanecerá em Beirute.

"Considerando as discussões levantadas pelas partes libanesas relevantes e as conclusões alcançadas, o embaixador iraniano continuará seu trabalho como embaixador em Beirute e ainda está presente lá", disse Baghaei.

O Ministério das Relações Exteriores do Líbano não emitiu nenhuma declaração sobre o assunto desde o fim do prazo, e não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, quando o grupo muçulmano xiita Hezbollah abriu fogo em apoio ao Irã, dando início a uma ofensiva israelense que matou mais de 1.200 pessoas no Líbano e deslocou mais de 1 milhão.

(Reportagem de Laila Bassam e Maya Gebeily)

(Tradução Redação São Paulo REUTERS TR)

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