A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) negou nesta quarta-feira, 3, que suas forças tenham atingido o aeroporto internacional do Kuwait e atribuiu os danos ao terminal de passageiros a uma falha dos sistemas de defesa Patriot operados pelos Estados Unidos.
Em comunicado divulgado por seu porta-voz, a IRGC afirmou que investigações realizadas pelo Irã indicam que a Força Aeroespacial da corporação "não efetuou nenhum disparo contra esse alvo". Segundo o texto, a destruição do terminal ocorreu após sistemas Patriot americanos falharem na interceptação de mísseis iranianos e atingirem a instalação aeroportuária.
A declaração contradiz a versão apresentada pelo governo do Kuwait. Mais cedo, autoridades kuwaitianas informaram que voos comerciais foram suspensos após um drone lançado pelo Irã atingir o aeroporto internacional do país, deixando vários feridos. Segundo o Ministério da Defesa do Kuwait, uma série de "drones hostis" atingiu e danificou o terminal de passageiros.
O episódio ocorre em meio à escalada das tensões entre Irã e Estados Unidos no Golfo. Na segunda-feira, o Comando Central dos EUA (Centcom) informou ter bombardeado centros de controle de radar e de drones em território iraniano, em resposta à derrubada de um drone americano por Teerã. Na ocasião, o Kuwait afirmou ter interceptado drones e mísseis durante um ataque iraniano, enquanto a própria IRGC confirmou ter realizado uma ação de retaliação após os bombardeios americanos.
Também nesta quarta-feira, 3, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que as Forças Armadas iranianas estão conduzindo operações de "autodefesa" em locais usados pelos EUA para atacar o país e violar o cessar-fogo vigente desde abril. Araghchi advertiu que qualquer ato hostil contra Teerã será respondido com uma "reação imediata e decisiva".



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