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Jogos da 1ª fase da Copa do Mundo provocam queda de até 14% da carga de energia do Brasil

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Jogos da 1ª fase da Copa do Mundo provocam queda de até 14% da carga de energia do Brasil
Jogos da 1ª fase da Copa do Mundo provocam queda de até 14% da carga de energia do Brasil

Por Leticia Fucuchima

SÃO PAULO, 25 Jun (Reuters) - A carga de energia elétrica no Brasil chegou a registrar quedas de até 14,4% durante os jogos da seleção brasileira na primeira fase da Copa do Mundo, à medida que a população interrompe as atividades usuais e se mobiliza para assistir às partidas, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

As fortes oscilações de carga durante os jogos no Brasil são acompanhadas de perto pelo ONS, diante do desafio de garantir a estabilidade do sistema elétrico.

A demanda por energia costuma cair perto do início das partidas, disparar nos intervalos -- quando os torcedores param para buscar alimentos e bebidas, utilizando eletrodomésticos como geladeira e micro-ondas --, e volta a cair bruscamente com o retorno da partida.

Nesta Copa, a maior variação da carga até então ocorreu na véspera, durante a partida contra a Escócia, que terminou com vitória da seleção brasileira por 3 x 0 e classificação para a próxima fase do torneio.

A mobilização para o jogo levou a uma queda máxima de 14,4% em relação à carga de referência, percentual maior do que os verificados para as partidas anteriores, de 9,6% no confronto da seleção com o Haiti e de 8,6% contra o Marrocos.

Segundo o ONS, na véspera, a carga de energia no Brasil caiu 7.000 MW, para cerca de 91.000 MW, entre 18h30 e 19h, horário de início da partida com a Escócia -- uma redução equivalente à carga média de todo o Estado de Minas Gerais.

A queda continuou durante o primeiro tempo do jogo, mas no intervalo, por volta de 19h53, a demanda apresentou uma elevação abrupta, de 5.632 MW, em apenas 9 minutos.

Esse foi o maior valor de rampa de elevação de carga em intervalos de jogos do Brasil em relação às últimas três Copas do Mundo, equivalente à soma das cargas médias dos Estados de Santa Catarina e Mato Grosso, destacou o ONS.

Ainda na véspera, a carga atingiu um valor mínimo de 78.236 MW e, após o encerramento do jogo, a partir das 21h02, houve novo crescimento, da ordem de 8.546 MW, em aproximadamente 18 minutos.

O diretor-geral do ONS, Marcio Rea, afirmou que o órgão conseguiu responder "prontamente com rapidez e segurança" aos comportamentos da população ligados à Copa que impactam a operação do sistema elétrico brasileiro.

"Essas avaliações nos ajudam a preparar o SIN (Sistema Interligado Nacional) para os próximos jogos da Copa e também para outros eventos de grande mobilização, reforçando nossa responsabilidade com o fornecimento de energia para a sociedade", disse, em nota.

(Por Letícia Fucuchima; edição de Marta Nogueira)

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