7 de julho (Reuters) - Portugal está tentando assimilar mais um sonho de Copa do Mundo que foi despedaçado, após um gol no último suspiro levar a Espanha às quartas de final, encerrar a participação de Cristiano Ronaldo na competição e abrir caminho para a chegada de Jorge Jesus ao comando da seleção.
A derrota nas oitavas de final provocou a saída de Roberto Martínez do cargo de técnico de Portugal, e Jesus, de 71 anos — que treinou Ronaldo no Al Nassr, da Arábia Saudita, na última temporada —, deve substituir o espanhol, segundo a imprensa local.
Jesus, uma figura importante do futebol português após passagens pelo Benfica e pelo Sporting, deixou o Al-Nassr após conquistar o Campeonato Saudita com Ronaldo em maio.
Ronaldo, de 41 anos, confirmou após a derrota nas oitavas de final que esta foi sua última participação em uma Copa do Mundo, mas disse que ainda não decidiu se vai se aposentar do futebol internacional.
Portugal chegou ao torneio entre os favoritos, impulsionado por um meio-campo formado por Vitinha, João Neves e Bruno Fernandes. Mas dois empates na fase de grupos o deixaram em segundo lugar, atrás da Colômbia, e o levaram a um confronto com a campeã europeia Espanha.
O reserva Mikel Merino quebrou o impasse aos 46 minutos do segundo tempo e eliminou Portugal do torneio.
“Acabou”, afirmou o jornal esportivo “Record” em sua primeira página, acrescentando que Portugal esteve à altura da Espanha por longos períodos, mas não teve a ambição nem o poder de finalização necessários para aproveitar o momento.
“Um lapso de concentração nos acréscimos, uma eliminação prematura poucos instantes antes do início da prorrogação, tirou a seleção da Copa do Mundo”, escreveu o jornal.
O jornal afirmou que Ronaldo estava “se despedindo sem o título que merecia” e acrescentou que Portugal havia “equilibrado o jogo”, mas “careceu da faísca necessária para buscar a vitória”.
O jornal “O Jogo” proferiu um veredicto mais severo.
“Merino esmagou um sonho que já era fraco”, dizia a manchete.
“Não há outra maneira de dizer: Portugal queria sobreviver e murchou. A Espanha dominou e venceu”, escreveu O Jogo, criticando o que chamou de “uma mentalidade míope no banco e uma abordagem unidimensional em campo”.
(Reportagem de Fernando Kallas)




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