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Kremlin afirma que posição da Rússia sobre condições para acordo de paz na Ucrânia não mudou desde 2024

Reuters
Kremlin afirma que posição da Rússia sobre condições para acordo de paz na Ucrânia não mudou desde 2024
Kremlin afirma que posição da Rússia sobre condições para acordo de paz na Ucrânia não mudou desde 2024

MOSCOU, 29 Jun (Reuters) - O Kremlin disse nesta segunda-feira que a Rússia não alterou sua posição quanto às condições necessárias para um acordo de paz na Ucrânia desde que o presidente Vladimir Putin declarou, em 2024, que as forças de Kiev deveriam se retirar das quatro regiões que Moscou considera suas e abandonar publicamente seus planos de aderir à Otan.

Putin afirmou, em uma entrevista à televisão no fim de semana, que a Rússia seguiria em frente com seu objetivo no campo de batalha de controlar totalmente as quatro regiões, rejeitando o que ele chamou de uma nova proposta da Ucrânia para conter as hostilidades na guerra que já dura mais de quatro anos.

Putin disse na mesma entrevista que a Ucrânia havia proposto uma suspensão mútua dos ataques de longo alcance e que os combates deveriam se limitar às quatro regiões — Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia — as quais a Rússia reivindica como suas, algo que Kiev rejeita como uma apropriação ilegal de território.

O gabinete do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy não respondeu imediatamente a um pedido, enviado durante a madrugada na Ucrânia, para comentar as declarações de Putin.

“Nossa posição é bem conhecida. Na verdade, nossa posição não mudou. Ela foi definida há dois anos pelo nosso chefe de Estado em um discurso no Ministério das Relações Exteriores. É bem conhecida pelo regime de Kiev, é bem conhecida pelos negociadores norte-americanos e é totalmente coerente”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos repórteres.

Peskov também disse na segunda-feira que Putin e o presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, haviam discutido a guerra na Ucrânia em uma reunião no fim de semana, antes de Lukashenko viajar para a China para conversações.

(Reportagem de Dmitry Antonov)

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