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LATAM afirma que demanda no Brasil está forte e reservas permanecem estáveis

Reuters
LATAM afirma que demanda no Brasil está forte e reservas permanecem estáveis
LATAM afirma que demanda no Brasil está forte e reservas permanecem estáveis

CIDADE DO MÉXICO, 22 Jun (Reuters) - A LATAM Airlines afirmou que a demanda no Brasil continuou forte e que as reservas futuras se mantiveram estáveis, mesmo com a desaceleração em alguns segmentos de viagem mais sensíveis aos preços, após o recente aumento nos preços dos combustíveis relacionado ao conflito no Oriente Médio.

A diretora de relações com investidores, Tori Creighton, disse à Reuters que o Brasil continuou a se destacar tanto no mercado doméstico quanto no internacional, enquanto as tendências gerais de reservas e os índices de ocupação permaneceram sólidos, sem impacto significativo nas reservas futuras.

Creighton afirmou que a menor demanda observada pela companhia em alguns segmentos sensíveis às tarifas havia sido, até o momento, compensada pela solidez em outras partes de sua rede.

As perspectivas da companhia aérea tornaram-se mais cautelosas nos últimos meses, depois que a companhia afirmou que os preços mais altos do combustível pesariam nos resultados, apesar de um primeiro trimestre recorde.

A empresa informou que o aumento nos preços do combustível adicionou cerca de US$40 milhões aos custos operacionais do primeiro trimestre e poderia adicionar outros US$700 milhões no segundo trimestre, também considerando preços do combustível de aviação de US$170 por barril no segundo e terceiro trimestres e US$150 por barril no quarto trimestre. O preço médio do combustível de aviação ficou em cerca de US$139 por barril em meados de junho, de acordo com dados do setor.

A LATAM acrescentou que espera uma margem operacional ajustada na faixa de um dígito médio a baixo no segundo trimestre, abaixo dos 19,8% registrados no primeiro trimestre. A companhia aérea deve divulgar seus resultados no final de julho.

Assim como outras companhias aéreas, a LATAM utiliza contratos de hedge para limitar sua exposição às oscilações nos preços do combustível. Esses contratos permitem que as companhias aéreas fixem ou limitem parte de seus custos com combustível antecipadamente, amortecendo o impacto de um aumento repentino, embora não o eliminem totalmente.

Creighton disse que os contratos de hedge firmados antes do conflito no Oriente Médio já ofereciam alguma proteção e que a LATAM posteriormente adicionou cobertura de curto prazo para o segundo e terceiro trimestres de 2026.

Questionada se a companhia aérea aumentaria ainda mais as tarifas, imporia sobretaxas ou faria ajustes adicionais na capacidade, ela não deu detalhes, dizendo apenas que a LATAM estava contando com operações de hedge, gestão de receitas, medidas de eficiência e flexibilidade operacional.

(Reportagem de Kylie Madry)

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